16/07/2006 18h55 – Atualizado em 16/07/2006 18h55
Estadão.com
Emerson Leão não acha que deu um nó tático em Vanderlei Luxemburgo, tido como o melhor técnico do futebol brasileiro e forte candidato a assumir a Seleção Brasileira, na vitória do São Caetano por 2 a 0 contra o Santos, neste domingo, em São Caetano do Sul.
Porém, o treinador da equipe do ABC admite que foi melhor do que o seu inimigo na armação e orientação do time. “O São Caetano foi melhor dentro e fora de campo”. O fora de campo é ele, que exigiu que o seu time não deixasse de procurar a vitória em nenhum momento, quando o 0 a 0 parecia ser o resultado definitivo.
Ao contrário: mandou o meia Elton (que tem 1,58 de altura) jogar em cima dos zagueiros do Santos, altos, pesados e já desgastados na etapa final. Além disso, também soube neutralizar, com marcação individual de Daniel, o jogador mais criativo do Santos, Rodrigo Tabata, além de ter congestionado o meio-de-campo, não permitindo que a bola chegasse aos atacantes santistas. Quando soube que no vestiário santista disseram que difícil não foi marcar Elton e sim o juiz, Leão respondeu apenas que os dois pênaltis foram tão pênaltis que poderiam ser marcados três em vez de dois. “O que importa é que o jogo foi muito bom e pelo que eu ouvi, foi a melhor apresentação do São Caetano até aqui.”
Leão também aproveitou para lembrar que saiu do Santos pela porta da frente. “Não deixei rastro, só amigos. E é sempre bom ganhar de um time campeão paulista como o Santos, uma equipe que sempre é candidata a títulos. É bom ganhar dos meus amigos santistas. Além disso, ganhar sempre ajuda”, comemorou o técnico do São Caetano, destacando que o seu time está jogando um futebol “competitivo e vibrante” e que com a inclusão de Diego Tardelli vai melhor mais ainda. Na maior parte da coletiva de imprensa, o treinador falou sobre Elton, que sofreu os pênaltis e foi o mais perigoso nas finalizações.
“Aqui o Elton é chamado de gigante porque é o tipo de jogador que resolve. Quando trabalhava em outro clube (o São Paulo), já queria contratar Elton e Jô. E no meu primeiro dia de São Caetano escalei Elton como titular. Não é só agora que o Elton está jogando. Ele é uma realidade há um bom tempo”, explicou Leão.
Ele também não concorda que o nível do Campeonato Brasileiro esteja baixo, lembrando que estão sendo registradas várias goleadas. “Durante o jogo, ouvi pelo serviço de som o resultado de Grêmio e Fluminense e parece que foi 4 a 4”, comentou Leão.
O técnico também discorda que esteja havendo maior preocupação dos treinadores em reforçar esquemas defensivos.
“O futebol está exigindo maior movimentação”, disse Leão. “E o centroavante que ficar fixo na área está morto. A exceção é Dodô, que é fora de série, e Nilmar, do Corinthians, que é velocista”, concluiu.





