03/03/2006 10h47 – Atualizado em 03/03/2006 10h47
Estadão.com
Nada como um interesse comum para aproximar as pessoas, domar os egos. Para o presidente da MSI, Kia Joorabchian, aceitar a contratação de Marcelinho Carioca e para o presidente Alberto Dualib suportar Kia só a possibilidade de ganhar dinheiro.Apontado como o maior investidor da MSI, Boris Berezovski acalmou os dois em Londres, com a proposta da construção de um estádio – uma arena esportiva para 60 mil pessoas. Estudos que a diretoria do Corinthians e a MSI fizeram de forma independente apontaram que o sonhado estádio deveria ser construído na Marginal Pinheiros.Há maquetes escondidas também dos dois lados. Kia ainda é novo no assunto, mas Dualib não quer correr o risco de passar novo vexame. O presidente corintiano está comandando o clube há 13 anos. E em pelo menos três vezes esteve envolvido com promessas sem fundamento da construção de estádio para a torcida corintiana.Kia quer a construção de uma arena nos moldes das mais modernas da Europa. De acordo com informações vindas de Londres, o iraniano já constatou que mais torcedores poderiam acompanhar os jogos se o Pacaembu fosse maior. Essa é a razão da vontade de construir uma arena para 60 mil pessoas.Para unir os dois, há também a necessidade de reforçar o time. E ficar bem com os torcedores.Dualib e Kia estão trabalhando juntos. Acionaram seus empresários prediletos para conseguir a liberação de Rodrigo, do Dínamo de Kiev. E também de Fábio Luciano, do Fenerbahce. Os empresários estão se esforçando como nunca.A princípio, os dois zagueiros não estavam dispostos a voltar para o futebol brasileiro. Só que a MSI aceita pagar salários maiores que o pago pelos clubes europeus. Kia foi convencido por seus amigos de que a zaga corintiana pode ameaçar todo investimento feito na contração de estrelas, como Tevez, Mascherano, Gustavo Nery, Nilmar e Roger.A questão do goleiro é complexa. A diretoria do PSV não se mostra interessada em ceder Gomes por empréstimo. Só o liberaria recebendo a multa de US$ 10 milhões (cerca de R$ 22,5 milhões). Kia quer observar com calma a participação do chileno Johnny Herrera, que pertence a um grupo de empresários amigos.Não está confirmada a volta de Kia ou de Dualib. Os dois querem ficar na Europa. Não só até apararem todas as arestas. Os dois pretendem descansar uns dias.




