01/03/2006 09h59 – Atualizado em 01/03/2006 09h59
Terra – Futebol
O jogador do Real Madrid David Beckham confessa em declarações ao jornal dominical “The Mail on Sunday” que se sente incapaz de ajudar seu filho mais velho, Brooklyn, a fazer suas tarefas escolares.
O jogador reconhece que quando o menino lhe pediu recentemente ajuda com um problema de matemática, teve que recorrer a sua esposa, Victoria.
“Hoje é tudo muito diferente do que ensinaram na escola”, diz Beckham para justificar o ocorrido.
Brooklyn, que completa sete anos em março, está matriculado no Runnymede College, uma escola privada de Madri cujas aulas se ajustam ao “currículo nacional” britânico.
O capitão da seleção inglesa se refere na entrevista também a seu futuro e afirma que se entregará em corpo e alma à direção de uma academia de futebol para jovens no sul de Londres.
“Será uma academia para meninos com todo tipo de habilidades porque não se deve ser o melhor jogador do mundo para jogar futebol.
Eu não era”, acrescenta.
O que interessa, diz Beckham, é ensinar aos rapazes a ética do trabalho duro: “É do que os garotos precisam, não apenas no futebol, mas em tudo”.
Beckham espera que com a academia de futebol, que ficará em Greenwich, consiga devolver algo mais como compensação por tudo o que recebeu na vida”.
A “David Beckham Academy”, a maior deste tipo na Europa, oferece possibilidades únicas de treinamento a 15 mil crianças de ambos os sexos por ano.
“As pessoas me perguntam sempre se quero chegar a dirigente ou treinador. E sempre respondo que não. Nunca me interessou. A única coisa que realmente me interessa é meu projeto de academia”, diz.
“Quero que a academia seja para meninos e meninas que não se destaquem muito no futebol. Não desejo que seja elitista. Não se trata de isso. Incomodo-me quando fazem os meninos sentirem que não servem para coisa alguma. Na minha opinião, o importante é tirar o melhor de cada um”, acrescenta.
Beckham diz ainda que, por outro lado, “seria uma pena se os jovens só pensassem no dinheiro, como se fosse a única coisa importante no futebol”.
“Se alguém tivesse me perguntado aos nove anos o que queria ser quando crescer, sempre teria dito que queria ser jogador, e nunca que queria ser famoso”, assegura.





