09/12/2013 14h53 – Atualizado em 09/12/2013 14h53

“Sujeira prá todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”

O Distrito Industrial não possui estação de tratamento de esgotos e muitas fábricas ainda se acostumaram a jogar em buracos, aquilo que não têm onde colocar

Antonio Carlos Garcia de Oliveira

Esse é o hino contra os corruptos cantado em verso e prosa pela banda Capital Inicial, que servirá para demonstrar que em pleno século XXI, com todos os movimentos sociais, reuniões, para proteção ao meio ambiente, com as catástrofes ocorrentes como furacões, ventanias, chuvas destruidoras, e outros, com todo o emaranhado de informações da televisão, jornais, sites, mídias sociais e outras, o ser humano ainda continua a agir como se tivesse na idade das cavernas.

Vamos aos exemplos locais. A Sanesul jogando esgoto quase que in natura no canal que chamam de córrego do onça é um exemplo clássico. Após tratativas com a Sanesul acerca da nova estação de tratamento de esgoto no bairro São João, a realidade é que ainda não fazemos as coisas da forma correta. Prá acabar com a gente, ainda tomei conhecimento que tem empresa “limpa fossa” nesta cidade jogando os dejetos recolhidos, no meio do mato. E não é só, ainda estamos à mercê de um Distrito Industrial que não foi manejado como deveria.

O referido Distrito não possui estação de tratamento de esgotos e muitas fábricas ainda se acostumaram a jogar em buracos, aquilo que não têm onde colocar. Além disso, passe pelo distrito e olhe para os depósitos das empresas e veja o desprezo com o meio ambiente, com plásticos agarrados nas cercas, papéis, isopor e muitos outros agentes poluentes jogados ao chão como se fosse um lixão. Passo pelo Jardim Atenas e o bairro vem se transformando num lixão a céu aberto. As empresas de poda de árvores, de pequenos entulhos, animais mortos, madeiras inservíveis de obras, etc., continuam a jogar todo o material pelas vias do bairro. E a estupefação não para por aí. Alguém comprou uma geladeira e simplesmente atirou isopor, papelão e o plástico na Av. Jari Mercante, logo depois do quartel. Passei pela Av. Olintho Mancini e vi um galão, desses de água, que deve ter caído de algum entregador, jogado na beira da sarjeta. Perto do estádio tinha um poço de visita de esgoto sem a tampa, e cheia de galhos para indicar o buraco no local.

Na calçada do quartel, onde passam centenas de pessoas se exercitando, tem todo tipo de sujeira, como papel de bolacha, garrafa d´água, garrafa pet, copo plástico, pedaço de lona plástica preta, plásticos envoltos no pé das árvores, calota de carro, galhos de árvores, lata de cerveja, etc. numa cena bastante feia aos olhos e ao meio ambiente urbano. Isso porque não fui aos bairros da cidade onde o matagal está viçoso e se encontra todo tipo de sujeira pelas calçadas, em terrenos baldios e demais.

O interessante disso tudo é que o infeliz que faz isso tudo, ainda não percebeu que tudo que se joga nas ruas vão parar no Rio Paraná, fonte de alimentação, comércio, diversão, passeio e embelezamento natural de nossa vida. Até quando a natureza vai suportar essa ignorância do ser humano com ela? Muitos já tem a resposta na ponta língua.

Antonio Carlos Garcia de Oliveira

Promotor de justiça de Meio Ambiente

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