02/04/2015 16h38 – Atualizado em 02/04/2015 16h38

* Marco Antônio Barbosa

A velocidade na qual a tecnologia avança é notoriamente impressionante. Coisas que apenas alguns anos atrás nós enxergávamos como ficção, hoje são realidade. O espírito inovador presente na sociedade atual contribui para este progresso e vários segmentos são beneficiados por ele. Um deles é a segurança no controle de acesso.

Atualmente, os dispositivos de segurança são tão avançados que já conseguimos encontrar no mercado sistemas de reconhecimento facial para automóveis, que permitem que apenas os motoristas previamente cadastrados possam dirigir. Sistemas de biometria, já comuns em bancos e empresas, chegaram ao nível residencial, com trancas acionadas por meio da digital do proprietário.

Este avanço da tecnologia é de vital importância para que a segurança no controle de acesso seja mais eficaz. Sistemas de computador interligados pela internet com bancos de dados que cruzam as informações podem impedir a entrada de pessoas suspeitas e até mesmo acionar a polícia em caso de situação de perigo. Reconhecimento facial identifica criminosos em locais públicos, no meio de grandes multidões, ajudando na prevenção. Num futuro próximo, podemos vislumbrar até mesmo equipamentos que permitam a passagem apenas de pessoas autorizadas em locais sem nenhum tipo de barreira, por meio de sensores virtuais que acionam trancas das portas.

Mas um ponto dentro deste sistema deve ser levado em consideração: a atuação humana. De nada adianta equipamentos avançados se a pessoa que operar não for treinado, disciplinado e regulado. Ao mesmo tempo, em caso de sistemas que não necessitem de operação humana, de nada adiantarão se a equipe de segurança não estiver preparada para enfrentar a situação.

Concluindo, a tecnologia é grande aliada da segurança, mas não deve ser tratada como única e exclusiva responsável. As equipes de treinamento e a qualidade dos equipamentos utilizados, assim como a idoneidade do fornecedor devem ser considerados na hora de decidir pelo sistema de controle de acesso a ser utilizado.

(*) Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

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