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“Acabou o hotel”

19/09/2002 09h39 – Atualizado em 19/09/2002 09h39

E diante dos sucessivos fracassos nas negociações para transferir Fernandinho Beira-Mar para outro estado, o governo do Rio resolveu adotar uma solução interna. Beira-Mar volta para Bangu 1, que ficará sob responsabilidade exclusiva da Secretaria de Segurança e não mais do Departamento de Sistema Penitenciário. Um regime disciplinar especial para presos perigosos vai tentar acabar com os privilégios que o traficante mantinha. A reportagem é de Júlio Mosquéra.

Se ninguém quer Fernandinho Beira-Mar, a solução encontrada será mandar o traficante de volta para Bangu 1, mas com mudanças radicais no presídio e nas regalias que ele tinha. O governo do Rio de Janeiro vai gastar 700 mil reais. Em dez dias, Bangu 1 estará com segurança reforçada e novos agentes penitenciários.

Beira-Mar vai ficar numa cela de 9 metros quadrados, com iluminação especial. Será vigiado dia e noite por três câmeras blindadas. Ao todo, serão 48 celas como esta, que abrigarão também os seis presos que se uniram ao bandido na última rebelião.

Beira-Mar vai perder privilégios. Acaba a visita íntima. Não terá contato físico com família e advogados. Eles ficarão separados por uma tela especial que não permite a passagem de nenhum objeto. Advogados do governo do Rio de Janeiro estudam uma forma de abrir mão da licitação para que a instalação de bloqueadores de celulares em Bangu 1 seja antecipada. Enquanto o problema não é resolvido, o secretário de segurança do Rio de Janeiro assegura que o Serviço de Inteligência do Estado tem a situação sob controle.

“Acabou o escritório e acabou o hotel. Eles recebem o celular, meia hora depois nós vamos buscar. Vamos abrir uma loja de celular”, diz Roberto Aguiar, sec. de Segurança Pública/RJ.

A Polícia Federal vai abrir inquérito para saber como funciona o esquema de lavagem de dinheiro da quadrilha de Fernandinho Beira-Mar. Dez pessoas estão sendo investigadas. Elas faziam remessas de dinheiro para os Estados Unidos e compravam imóveis. Quatro sócios de duas casas de câmbio do Rio de Janeiro foram presos. A justiça quer fazer o sequestro de todos os bens comprados para lavar o dinheiro dos traficantes.

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