26/02/2019 15h35

A menina foi encontrada três horas depois do crime, em um terreno baldio, desacordada e seminua

Redação

Um adolescente de 15 anos foi apreendido na manhã desta terça-feira (26) por estuprar uma menina de 1 ano e 4 meses no Loteamento Cristo Redentor, em Campo Grande. O crime aconteceu no fim da tarde de sábado (23) e a criança só foi encontrada três horas depois, desacordada e ferida em um terreno baldio.

O mandado de busca e apreensão em nome do adolescente foi cumprido nesta manhã pela Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Ele estava escondido na casa de uma amiga da mãe e na delegacia contou todo o crime com riqueza de detalhes.

Segundo a delegada Ariene Nazareth Murad de Souza, no ano passado o adolescente e o pai se mudaram para a casa dos avós da menina, onde ela também vivia com os pais. Após um novo relacionamento, o pai do suspeito se mudou, mas ele permaneceu sob os cuidados da avó da criança.

Por conta da convivência, o adolescente era acostumado a passear pelo bairro com a menina e no dia do crime a levou até a mãe, que estava em um salão da região. “Chegando lá, ele pediu para mãe da vítima para comprar um salgado com ela em uma padaria. Ele foi comprar um salgado para ele e para ela, e ai levou a criança para um matagal”, relatou à delegada.

O crime aconteceu em um terreno com uma construção abandonada. Em depoimento, o adolescente afirmou que ficou meia hora com menina, que desmaiou durante o estupro. Ele só deixou o local depois de ouvir vozes e como viu que a criança estava desacordada, a jogou no matagal.

A menina foi encontrada pelo avô, três horas depois, desmaiada, seminua, ferida, suja com terra e somente vestida com a blusinha. Ela foi levada para o hospital e permanece internada. Exame de corpo de delito – sexologia forense – apresentou lesões corporais compatíveis com a prática de ato libidinoso diverso da conjunção carnal.

Para a polícia, o suspeito alegou que na tarde do dia 23 de fevereiro usou três pedras de pasta base de cocaína pela primeira vez e que quando cometeu o crime “ainda estava meio tonto”. “Não sei o que deu em mim”, afirmou. A delegada pediu a internação provisória do adolescente em uma Unei (Unidade de Educacional de Internação), que foi aceita pelo juiz e cumprida nesta manhã.

(*)Campo Grande News

Delegado Ariene, responsável pelo caso (Foto: Marina Pacheco/Campo Grande News)

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