09/05/2018 11h00

‘’Ele é um menino de 25 anos, réu primário, que está sendo hospedado em um dos piores presídios do Brasil’’, considera o advogado

Lucas Gustavo

João Penha do Carmo, advogado de Maicon Gomes de Souza, de 25 anos, criticou as condições de prisão de seu cliente. O jovem foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos responsáveis pelo homicídio do policial militar da reserva, Otacílio Pereira de Oliveira, em Três Lagoas, no ano de 2013. Além do rapaz, Cleverson Messias Pereira dos Santos, de 38 anos, e Marcos Barbosa, de 22, são julgados hoje (9), no Fórum local. De acordo com a Justiça, eles cometeram o assassinato a mando da facção criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital). Fora o trio, há outros 14 acusados, que vão a julgamento também neste mês.

Conforme apurado pela reportagem, João faz a defesa de Maicon acompanhado de seu filho, Alexandre Penha do Carmo, também advogado. Ao Perfil News, ele explicou que o jovem está detido na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. O complexo é de segurança máxima. Segundo o entrevistado, seu cliente não é alto periculoso.

‘’Ele é um menino de 25 anos, réu primário, que está sendo hospedado em um dos piores presídios do Brasil, de isolamento, onde fica o ‘Beira-Mar’, quem tem 300 anos de pena para cumprir; meu cliente não tem nem um ano de pena’’, considerou João.

O advogado avaliou esta quarta-feira (9) como o ‘’Dia D’’ para Maicon. ‘’Hoje é decisório para o rumo da vida dele. Não vou entrar no mérito se é certo ou errado. O fato é que quero exercitar na plenitude e com liberdade, democraticamente, o meu direito de defende-lo’’, acrescentou João.

Os três acusados são julgados pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, Rodrigo Pedrini Marcos. O assassinato do policial ocorreu no dia 6 de março de 2013. Ele foi morto a tiros em uma emboscada. De acordo com a denúncia, o objetivo do PCC era ‘’demonstrar força da referida organização criminosa’’.

Na próxima segunda-feira (14), acontece o julgamento de outros três réus. No dia 23, de cinco e, no dia 30, dos seis restantes.

A segurança nas imediações do Fórum é feita por efetivos da Força Tática, agentes penitenciários federais, policiais federais, Tropa de Choque e Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros). Equipes do policiamento aéreo, em um helicóptero, também auxiliam.

Otacílio foi morto a tiros em uma emboscada, em 2013; julgamento acontece hoje (9).

Advogado João Penha do Carmo e seu filho Alexandre Penha do Carmo, também advogado. (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News).

Movimentação no Fórum é grande. (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News).

Forte esquema de segurança foi montado nas imediações do Fórum. (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News).

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