29/03/2012 09h45 – Atualizado em 29/03/2012 09h45

Da Redação*

No último ano, o setor cresceu 21% no estado e gerou um superávit de US$ 2,8 bilhões. A agricultura e a pecuária são responsáveis por 16,6% das riquezas produzidas em Mato Grosso do Sul. Onde tem soja, também tem boi. Integrar o gado com as lavouras é uma alternativa rentável ao agricultor. O produtor divide a fazenda em três partes, e a cada ano, vai alternando a atividade em cada fração. Estudos indicam que alternar as culturas ajuda a melhorar a qualidade da terra e diminuir a incidência de pragas.

Carne suína

O crescente interesse de compradores estrangeiros pela carne suína produzida no Brasil mexeu com a cadeia produtiva do estado. Os embarques de carne in natura para a China já começaram, e os Estados Unidos devem fazer as primeiras compras no início do segundo semestre.

Em um ano, o abate de suínos na região norte do estado cresceu 52%, passando a 2 mil suínos por dia. Além disso, o brasileiro está consumindo mais carne suína: em média 14 quilos por ano. A região tem um desafio para os próximos três anos. Para atender a demanda de mercado, será necessário aumentar de 65 para 100 o número de unidades produtoras.

Eucalipto e seringueira

A demanda por madeira nos últimos anos mudou o perfil econômico em alguns municípios, principalmente na região central e leste de Mato Grosso do Sul. A árvore que mais atrai o interesse dos investidores é o eucalipto. A madeira é usada em larga escala na construção civil, mas também serve como matéria-prima do carvão.

Na região de Três Lagoas, o eucalipto representa um novo ciclo econômico. A madeira sustenta as linhas de produção das indústrias de celulose e papel que se instalaram e que ainda vão se instalar na região. Para confirmar o status de madeira multiuso, com o eucalipto ainda é possível fazer móveis. Um segmento que tem grande potencial, por se tratar de uma fonte renovável de matéria-prima.

Mato Grosso do Sul ocupa atualmente o quarto lugar no ranking nacional da produção de eucalipto. O que atrai o produtor é o rendimento da atividade. O investimento inicial para plantar um hectare é de aproximadamente R$ 5 mil. Depois de sete anos, tempo mínimo para o corte da árvore, o faturamento sobre a área plantada pode chegar a R$ 15 mil. Há cinco anos, o estado plantava 227 mil hectares de florestas. Hoje são aproximadamente 500 mil hectares, com previsão de chegar a um milhão de hectares em 2030.

Em Paranaíba, na região leste do estado, outro tipo de cultura ganha espaço: a seringueira. Da árvore é extraído o látex, matéria prima usada na fabricação de mais de 40 mil produtos de borracha, como o pneu, por exemplo. A expectativa é que daqui a duas décadas, o estado se torne o segundo maior produtor brasileiro de borracha natural, atrás apenas de São Paulo. A projeção é que sejam plantadas cerca de 30 milhões de seringueiras até 2030.

(*) Com informações do G1/MS

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