Europa se prepara para nova onda de contaminações que, segundo especialistas, pode ser ainda pior do que a primeira

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou hoje, 28, um novo lockdown nacional, que se inicia na sexta-feira, 30, e irá permanecer em vigor até 1º de dezembro para frear a disseminação exponencial do coronavírus.

Macron acrescentou que, se dentro de duas semanas, a situação de saúde tiver melhorado, o governo vai reavaliar a possibilidade de reabrir algumas lojas consideradas não essenciais.

A Alemanha também anunciou medidas duras de confinamento, para prevenir o avanço da “segunda onda”, que especialistas afirmam que pode ser ainda mais mortal que a primeira.

Na Alemanha o lockdown emergencial durará um mês e vai incluir o fechamento de restaurantes, academias de ginástica e teatros para reverter um pico de casos de coronavírus que pode sobrecarregar os hospitais, disse a chanceler, Angela Merkel, nesta quarta-feira, 28.

Para a Reuters, a Chanceler alemã disse: “Precisamos agir agora”, acrescentando que a disparada recente nos números de infecções gerou apoio político e público a novas medidas duras para reduzir os contatos sociais e conter surtos.

A partir de 2 de novembro, reuniões particulares serão limitadas a 10 pessoas de no máximo duas casas. Restaurantes, bares, teatros, cinemas, piscinas e academias de ginástica serão fechadas, e shows serão cancelados.

Competições esportivas profissionais só poderão ser realizadas sem espectadores. As pessoas serão estimuladas a não viajar por razões que não sejam essenciais, e pernoites em hotéis só estarão disponíveis para viagens de negócios.

Escolas e creches permanecerão abertos, assim como lojas, contanto que respeitem o distanciamento social e regras de higiene. As normas de âmbito nacional substituem uma colcha de retalhos confusa de medidas regionais.

Um novo pacote de ajuda, equivalente a 11,82 bilhões de dólares, foi anunciado para empresas com até 50 funcionários, que receberão no mês de novembro 75% da sua renda do mesmo período do ano anterior.

Além disso, trabalhadores autônomos, como artistas e assistentes de palco, terão acesso a empréstimos de emergência, e o governo ampliará um programa de liquidação existente para dar às pequenas empresas com menos de 10 funcionários acesso a empréstimos muito baratos.

Maior economia da Europa, a Alemanha viu os casos de Covid-19 aumentarem em 14.964 e chegarem a 464.239 nas últimas 24 horas, disse o Instituto Robert Koch, a agência de doenças infecciosas alemã, nesta quarta-feira. As mortes aumentaram em 85 e chegaram a 10.183, intensificando o temor em relação ao sistema de saúde depois que Merkel alertou que ele pode chegar a um ponto de ruptura se as infecções continuarem a disparar.

As informações são da Reuters.

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