10/10/2013 14h45 – Atualizado em 10/10/2013 14h45

Fiems destaca que alta na taxa básica de juros eleva custos e reduz consumo

A decisão colocou o Brasil novamente na 1ª posição no ranking mundial de juros reais feito pelo MoneYou

Da Redação

Para a Fiems, o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, definido na noite de quarta-feira (09/10) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), demonstra que a política econômica nacional apresenta problemas sérios a curto prazo. “Um aumento de juros, mesmo que necessário no curto prazo, gera aumento dos custos e redução do consumo”, destacou o diretor-corporativo da Fiems, Jaime Verruck.

Ele destaca que o aumento de juros é uma forma de o Governo Federal passar uma mensagem clara de que a economia precisa de ajustes. “Essa política adotada pela União demonstra que a elevação de preços tem sido persistente, o que pode se explicado pelo aumento dos custos das empresas. Por outro lado, os preços administrados pelo Governo (combustíveis, energia e outros) têm sido mantidos artificialmente baixos”, ponderou.

QUINTA ALTA CONSECUTIVA

Com a alta de 0,5 ponto percentual, o Copom eleva a taxa básica de juros da economia de 9% para 9,5% ao ano, confirmando assim a expectativa da maior parte do mercado financeiro. Trata-se do 5º aumento consecutivo na taxa Selic, que vem subindo desde abril deste ano, o que levou os juros ao maior nível desde março de 2012.

O mercado financeiro projeta ainda mais uma alta da taxa de juros em 2013, para 9,75% ao ano, porém, os juros podem chegar a 10% ao ano no fim de novembro, quando se reúne novamente o Copom. Ao fim do encontro, o BC divulgou nota explicativa em que revelou que o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa sem viés para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.

LÍDER

A decisão colocou o Brasil novamente na 1ª posição no ranking mundial de juros reais (3,5% ao ano) feito pelo MoneYou. Os juros reais são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Em agosto, na última reunião do Copom, o Brasil estava em 3º lugar. Se os juros fossem mantidos, o Brasil ficaria na 2ª posição do ranking, perdendo para o Chile.

Segundo o estudo feito pelo MoneYou, a taxa média de juros real em 40 países pesquisados está negativa em 0,5% ao ano. Agora, o ranking ficou da seguinte forma: Brasil, Chile, China, Argentina, Hungria, Taiwan, Rússia, Polônia, Índia, Grécia, Coréia do Sul, Colômbia, Malásia, Filipinas, Suécia, México, Tailândia, Austrália, Suíça, Áustria, Japão, Canadá, Portugal, Dinamarca, França, Itália, Israel, Bélgica, África do Sul, Espanha, República Tcheca, Alemanha, Estados Unidos, Cingapura, Indonésia, Reino Unido, Holanda, Turquia, Hong Kong e Venezuela.

(*)Com informações de Assecom Fiems

O aumento de juros é uma forma de o Governo Federal passar uma mensagem clara de que a economia precisa de ajustes (Foto: Divulgação/Assecom)

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