08/03/2018 14h41

Dentre os donativos estão caixas de gelatina e quantia em dinheiro

Redação

O Instituto do Câncer de Três Lagoas recebeu na manhã desta quinta-feira (08), da Escola Municipal “Joaquim Marques de Souza”, a doação de 665 caixas de 30g de gelatina em pó, mais pacotes grandes que somaram mais 33,5 quilogramas do produto. Além disso, os diretores da Escola ainda entregarão R$ 800 arrecadados durante evento realizado na unidade.

Participaram da ação a coordenadora especialista em Educação, Rosângela dos Santos; as professoras coordenadoras, Juliana de Oliveira Bastazini Sanches e Ângela Bezerra dos Santos e a diretora Maria Ferreira Sindor.

Rosângela explicou que o projeto nasceu em 2016, por meio de uma iniciativa dela e da professora coordenadora Juliana para movimentar a escola e ajudar os pacientes. “Na época a Juliana havia perdido um familiar vítima do Câncer e eu estava sensibilizada pela causa. Começamos com a arrecadação de gelatinas e a realização de um brechó. Desde então, mobilizamos todos os anos a escola para participar do projeto, seja por meio de renda revertida em dinheiro ou doação de gelatinas”, explicou.

Segundo Juliana, os alunos foram motivados a arrecadarem o alimento por meio da Gincana na Escola. “Montamos equipes e eles traziam a gelatina de casa, pediam a doação em residências e supermercados da cidade, levando o que arrecadavam para a escola. Todos os alunos, do pré ao 9º ano, se mobilizaram”, informou.

Uma barraca de doce também foi montada na Festa Junina da escola para o dinheiro da venda ser revertido no projeto “Ação de Amor”, arrecadando aproximadamente R$ 800 que também será entregue a Instituição para a compra de remédios.

Para o cirurgião oncológico, Rodrigo Melão, além da ação envolver toda a sociedade, ainda ajuda o paciente a ter um tratamento mais digno. “Além de oferecer mais qualidade para o paciente, a ação gera um ciclo de amor e compaixão, que faz bem para a sociedade, para os pacientes que tratam desta doença e para a família envolvida no processo”, enfatizou.

Rodrigo explicou ainda que as gelatinas serão usadas por pacientes com câncer na cabeça e pescoço, por exemplo, em razão de muitos fazerem radioterapia e terem dificuldade de mastigação ou inflações graves na mucosa. “A gelatina é dada como alimento, pois alivia bastante o sintoma do câncer e dá uma sensação de paladar e gosto, já que muitos não podem se alimentar com sólido ou comida normal durante o tratamento para não ter nenhuma complicação”, pontuou.

Para a paciente Gessy de Arruda, 59 anos, a iniciativa da escola é digna de ser copiada por todos. “A doação não é uma esmola, mas um ato de amor. Se todo mundo doasse pelo menos uma caixinha de gelatina o mundo seria um local melhor para se viver”, afirmou.

(*) Diretoria de Comunicação Social

(Foto: Assessoria)

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