03/08/2017 13h22

Em intervalo de uma semana, time vira duas vezes para cima do Flamengo e surpreende pelo poder de reação. O que não esconde as falhas a serem corrigidas.

Da redação

É bem provável que o torcedor santista tenha passado boa parte dos 180 minutos dos confrontos diante do Flamengo, pela Copa do Brasil, na semana passada, e pelo Campeonato Brasileiro, na última quarta-feira, irritado com os erros que levaram o time a sofrer quatro gols, as inconstâncias no meio-campo… Este é o copo meio vazio da história. O meio cheio, porém, mostra uma equipe que não se entrega, capaz de reagir quando o jogo já parece perdido e cheia de apetite: foram sete gols marcados nos rubro-negros.

Pensando nos duelos decisivos deste segundo semestre, especialmente no mata-mata da Libertadores, trata-se de um alento. Vale lembrar que o time largou bem nas oitavas de final, ao vencer o Atlético-PR (3 a 2), fora de casa. A segunda partida será na semana que vem, na Vila.

Para não confundir, vamos separar os jogos. Falemos primeiro sobre o mais recente, a virada por 3 a 2, no Pacaembu.

Levir Culpi tentou três formações diferentes no meio-campo. Sem poder contar com Vecchio, machucado, ele apostou em Yuri e Renato na contenção. Yuri não foi bem. Levou um cartão amarelo aos 39 do primeiro tempo, razão pela qual já nem sequer voltou para o segundo. Veio a segunda tentativa de Levir para arrumar o miolo: colocou Zeca na esquerda e puxou Jean Mota para se unir a Renato e Lucas Lima. Com dois homens mais ofensivos, Renato ficou sobrecarregado e cansou. Nova mudança, terceira formação: Alison entrou. Um minuto depois, tanto ele quanto Jean Mota vacilaram. O Flamengo fazia o segundo gol, com Felipe Vizeu.

Poderia ter significado a pá de cal no ânimo do Peixe, mas não foi. Aos 32, Levir aproveitou a vantagem numérica – Rodinei havia sido expulso quatro minutos antes –, trocou Jean Mota por Kayke e jogou o time inteiro para frente.

O Santos sufocou o Flamengo e, em cinco minutos, virou o placar a seu favor, como fizera uma semana antes. Coincidência? Não tanto. Aqui, vale recordar como havia sido o confronto anterior, pela Copa do Brasil. O Rubro-Negro também abriu 2 a 1 no segundo tempo. A diferença foi que o Peixe deu a volta por cima antes ainda de Levir fazer as substituições e colocar a equipe quase toda em cima do campo adversário. Em dois minutos, o time fez 3 a 2.

Além da questão do meio-campo a resolver, Levir tem outras preocupações:

Ricardo Oliveira, por exemplo, apesar do gol salvador do último jogo, ainda demonstra dificuldade de movimentação e ritmo;

Bruno Henrique era destaque quase solitário no ataque, pois Copete também estava apagado;
Lucas Lima precisa se envolver mais nos momentos decisivos.

Por outro lado, ficam aspectos positivos:

A volta de Zeca pode significar um ganho considerável para o lado esquerdo, justamente onde Bruno Henrique transita. A parceria por ali é promissora;

Renato não aguenta o jogo todo, mas seu retorno é sinônimo de uma saída de bola mais qualificada.

Se conseguir encontrar um equilíbrio para não sofrer tanto em partidas decisivas, o Santos pode ir longe.

Força para superar adversidades, o elenco já mostrou que tem.

(*) Informações com Globoesporte.com.

Ricardo Oliveira comemora o gol da vitória com Bruno Henrique, o jogador mais decisivo do Santos no campeonato. (Foto: Globoesporte.com)

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