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segunda-feira, 25 de outubro, 2021
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Apicultores apoiados pela Suzano alcançam 65,8% de crescimento da produção em MS

Com o apoio da Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, apicultores da região Leste de Mato Grosso do Sul alcançaram um aumento de 65,8% da produção. Ao todo, foram 194 toneladas de mel produzidas no ano passado por meio do programa, contra uma produção média de 117 toneladas do produto em 2019. O resultado corresponde a um novo recorde de produção.

“Este crescimento é resultado de uma série de ações do Programa Colmeias no Estado, visando promover o desenvolvimento social e a geração de trabalho e renda na região. Ações estas que, assim como todos os projetos sociais da Suzano, foram mantidas mesmo com a pandemia, com a migração para consultorias e reuniões online.  A Suzano tem o direcionador de que ‘Só é bom para nós se for bom para o mundo’ e incentivar a produção de abelha, além de gerar trabalho hoje, contribui para o meio ambiente e para a nossa segurança alimentar no futuro”, destaca Israel Batista Gabriel, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O Programa Colmeias visa a geração de trabalho e renda e a promoção do desenvolvimento sustentável nas regiões onde a empresa mantém operações. Em Mato Grosso do Sul, são cerca de 150 apicultores parceiros, que, sem custo, podem instalar as colmeias nas áreas de plantio de eucalipto da empresa durante a fase de floração. Juntos, eles somam 8 mil colmeias instaladas nas florestas plantadas da Suzano no Estado.

A florada do eucalipto, em média, inicia-se em dezembro e segue até o fim de março. “Em uma área grande como a da Suzano, a florada do eucalipto é de extrema importância para os apicultores da região. Nesse período é quando temos um ‘boom’ na produção. No ano passado, tivemos poucas chuvas, o que favoreceu muito a nossa produção. A colheita realmente foi muito boa e, mesmo assim, não teve estoque tamanha foi a procura por mel. Tudo que foi produzido, foi vendido”, comemora Rosana Claudia Magri da Cruz, vice-presidente da AAPISEL (Associação de Apicultores de Selvíria). 

Rosana é uma das poucas mulheres no ramo da apicultora na região. Integrante do Colmeias há cinco anos, ela começou a trabalhar com as abelhas ao lado do pai. Hoje, ela e o irmão atuam na produção de mel. “O Colmeias mudou tudo na nossa vida. Antes dele, não me interessava por flores. Hoje, ando olhando para cima, tentando identificar tipos de flores. Financeiramente também. A apicultura é a minha principal atividade”, completa.

Por meio do programa, os produtores recebem consultorias especializadas e cursos de qualificação visando melhorar as técnicas de manejo das abelhas, colheita do mel, extração da própolis, produção do grão de pólen e geleia real, entre outros. Além da florada do eucalipto, apicultores aproveitam as floradas silvestres na produção do mel. Para isso, os produtores contam com o apoio de um calendário anual elaborado pelo Colmeias com as floradas de espécies da região.

A expectativa do programa é que, em 2021, produção e vendas permaneçam em alta, atingindo valores médios de R$ 14,50 o quilo do mel na região. Para isso, o programa segue com ações para ampliar a produção do mel, produtividade e a diversificação dos seus produtos. “Neste ano, o programa está focado no fortalecimento das associações, com a abertura de novos canais de comercialização, estruturação e melhorias da cadeia produtiva do mel. Também está no nosso radar a abrangência do Programa Colmeias em outros territórios de atuação da Suzano”, explica Gabriel. 

Pandemia e aumento das vendas

Além do aumento da produção, os apicultores que integram o Programa Colmeias da empresa também registraram crescimento significativo nas vendas do mel e seus derivados durante a pandemia do coronavírus. “Com a pandemia de coronavírus, muitas pessoas passaram a optar por uma alimentação mais saudável e incluíram o mel e seus derivados, que possui propriedades para aumentar a imunidade e combater infecções, em suas rotinas. A nossa expectativa é que esta mudança cultural de inclusão do mel na alimentação, e não apenas como remédio, se mantenha após a pandemia”, completa o coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.

O aumento da procura por mel e seus derivados também favoreceu a recuperação do valor pago aos produtores pelo quilo do mel, variando de 30% a 40%, em média, quando comparado ao que vinha sendo praticado antes do período de isolamento social. Para Eduardo Moreno, apicultor e presidente da ATLA (Associação Três-Lagoense de Apicultores), os resultados obtidos têm reanimado o setor.

“Foi um enquadramento do valor do mel. No ano retrasado, a nossa produção havia sido muito boa, mas o valor pago desestimulou a atividade. Para se ter noção, chegaram a pagar R$ 4 o quilo do mel, não dá um litro de gasolina. Já neste ano foi bem diferente. Tivemos aumento da produção, da procura por mel e o ajuste dos valores. Chegamos a R$ 15 o quilo, e em alguns casos, até R$ 22 o quilo. Nos últimos meses, muita gente se voltou para os produtos naturais, derivados da abelha, em especial a própolis, seja para o mercado interno ou para o externo. Onde tinha mel, o pessoal veio buscar. Então, quem permaneceu na atividade conseguiu uma boa recuperação para fazer novos investimentos”, destaca. Atualmente, a fonte de renda de Moreno gira em torno das abelhas. Além do apiário, ele tem um comércio em Três Lagoas especializado na venda de acessórios e equipamentos para o setor e para a venda do mel e derivados produzidos por ele.

Parte do mel produzido na região com o apoio da Colmeias é comercializada no varejo e atacado, já a outra parte da produção segue para indústria de processamento em outros estados e, em seguida, para exportação – a quantidade varia de produtor para produtor.

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Sobre a Suzano

Suzano é referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras, de origem renovável, e tem como propósito renovar a vida a partir da árvore. Maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, atende mais de 2 bilhões de pessoas a partir de 11 fábricas em operação no Brasil, além da joint operation Veracel. Com 97 anos de história e uma capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano, exporta para mais de 100 países. Tem sua atuação pautada na Inovabilidade – Inovação a serviço da Sustentabilidade – e nos mais elevados níveis de práticas socioambientais e de Governança Corporativa, com ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse: www.suzano.com.br

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