15/10/2015 08h46 – Atualizado em 15/10/2015 08h46

Recado duro e direto à classe política foi dado ontem pelo comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, depois de ver claramente um grande risco de crise social no país. Para ele, o Brasil vive uma crise de natureza econômica, política e ética muito séria, o que poderá se transformar numa grande crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade. “E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente”, disse ele por meio de videoconferência. Cabe agora aos governantes decifrar a mensagem.

VAZOU

O conteúdo dos celulares apreendidos pelo Gaeco deve assustar quem vê ou ouve as conversas e provocar calafrios em seus donos. O pente fino feito pela perícia nos aparelhos não deixa escapar nem o pensamento de quem usava para fins escusos durante o período em que as conversas foram gravadas.

Embora soubessem que não estavam totalmente seguros, a certeza da impunidade era tanta que eles nem se preocupavam com esses pequenos detalhes. Sem poder negar nada do que fizeram, caberá aos advogados tentar atenuar a pena.

LUPA

O jogo duro do Gaeco contra os suspeitos vai agora analisar também a evolução patrimonial de cada um depois que a Justiça quebrou o sigilo fiscal de todos eles. O órgão agora vai se revezar na análise do conteúdo dos telefones e também nas contas bancárias para descobrir até onde eles se beneficiaram com a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP). Com alguns fatos novos em mãos, o promotor Marcos Alex Veras pode pedir mais uma vez o afastamento deles de suas funções na Câmara. A essas alturas, os suplentes devem engomar o terno.

MISTÉRIO

O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) apresentou, ontem, requerimento para ter acesso ao valor pago e arrecadado pelos municípios com o serviço de iluminação pública em MS. Ele pediu à Energisa para discriminar quanto cada prefeitura paga por mês com o setor. “A arrecadação com a Cosip sempre foi um mistério, os reais valores arrecadados nunca foram divulgados. Tanto esta Casa de Leis quanto a imprensa, desde a época dos trabalhos da CPI da Enersul, em 2007, buscam acesso a esses números, porém as tentativas sempre foram frustradas”, justifica.

JUNTOS

Em discurso na tribuna da Câmara, o deputado federal Mandetta (DEM) criticou o decreto municipal de Campo Grande que obriga os usuários com deficiência a cadastrarem duas pessoas como acompanhantes para o usufruto do transporte coletivo. Segundo ele, com o decreto, que entra em vigor em dezembro, os deficientes deverão sempre estar acompanhados dentro dos coletivos, o que interfere no direito de ir e vir e impossibilita eles utilizarem o transporte sozinho.

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