21/01/2012 07h58 – Atualizado em 21/01/2012 07h58

Neste contexto, fica a pergunta de muitos investidores: qual a melhor aplicação financeira para o momento?

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O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, na última quarta-feira (18), reduzir a Selic (taxa básica de juro) em 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano. O corte ficou em linha com as expectativas da maior parte dos analistas de mercado e marcou a quarta redução consecutiva da taxa, que desde agosto do ano passado segue em trajetória declinante.

Neste contexto, fica a pergunta de muitos investidores: qual a melhor aplicação financeira para o momento? Segundo o gestor de investimentos da Lecca, Georges Catalão, a renda fixa ainda continua atrativa para o investidor – mesmo com a queda da Selic, a taxa de juros real no Brasil ainda é a mais alta do mundo.

De acordo com ele, para quem investe diretamente em títulos do governo, por meio do programa Tesouro Direto, a melhor alternativa para este ano são as LTFs (Letras Financeiras do Tesouro) – títulos pós-fixados indexados à taxa Selic. Isto porque ele acredita que o BC interrompa a redução da Selic, quando a taxa atingir o patamar de 10% ao ano, por conta das preocupações com a inflação.

“Isso já está precificado nas curvas futuras de juros. Assim, as NTN-B e os títulos prefixados ficam menos atrativos e dão espaço para as LFTs”, afirma o gestor.

Já o diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sérgio Quintella, aponta que as NTN-B (Nota do Tesouro Nacional – Série B), que performaram muito bem em 2011, devem continuar com bom rendimento este ano. “Dada uma expectativa de alta inflação, acreditamos que os títulos públicos atrelados ao IPCA sejam uma excelente alternativa”, diz.

Renda variável

Ao mesmo tempo que a Selic começou o ano em trajetória de queda, a Bolsa de Valores iniciou o ano em ascensão. Desde o dia 2 de janeiro, o Ibovespa (principal referencial da bolsa paulista) já acumula alta de 9,11% (até o fechamento desta quinta-feira, dia 19), em um movimento de ajuste em relação às perdas verificadas em 2011 (18,1%).

Para o diretor da Valore, as ações já aparecem como uma boa alternativa desde meados do ano passado. “Venho sugerindo há algum tempo que os investidores se posicionem em ações com calma e tranquilidade”, diz. Segundo ele, em 2012, o Ibovespa deve ter um desempenho melhor do que no ano passado. “Pensamos que este ano é de alta, sim, mas com bastante volatilidade”, pontua.

Para Georges Catalão, da Lecca, o investidor deve seguir cauteloso com o investimento em renda variável, por conta das incertezas que ainda pairam sobre as economias europeias. “Estamos com uma carteira relativamente protegida, bem exposta às ações pagadoras de dividendos, que protegem da volatilidade do mercado e garantem rentabilidade, mesmo que o papel não valorize”, afirma.

Outros investimentos

Mas nem só de títulos públicos e ações vivem os investidores. De acordo com Quintella, da Valore, é importante diversificar as aplicações financeiras. “Há diversos investimentos que podem complementar e deixar a carteira de investimentos mais saudável”, diz.

Segundo ele, é importante que o investidor procure outras alternativas e, principalmente, analise se vale a pena ficar na tradicional caderneta de poupança ou buscar novas aplicações. “Existem, por exemplo, os fundos de investimentos imobiliários, onde o investidor se posiciona em imóveis, mas com baixo capital – a partir de R$ 100, é possível comprar uma cota do fundo”, ressalta.

Ele aponta ainda outros investimentos atrelados ao mercado imobiliário. “Tem o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), que é isento de IR e normalmente é atreladoàa inflação”, diz. Outra alternativa são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). A partir de R$ 1 mil, você consegue uma excelente alternativa ao CDB, pois elas são isentas de IR”, conclui.

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