28/04/2016 12h05 – Atualizado em 28/04/2016 12h05

Inúmeras “desculpas” foram apresentadas pelo senador para apresentar sua defesa perante a comissão do Conselho de Ética

Patrícia Miranda com informações

O senador Delcídio do Amaral, atualmente sem partido, é alvo principal do Conselho de Ética do Senado Federal. Licenças médicas e faltas são apontadas pelos relatores da comissão como uma manobra de adiar o parecer final.

Ao ser convidado a dar explicações, Delcídio apresentava atestados ao Senado, porém no dia seguinte era entrevista chave em meios de comunicação, de acordo com o Correio do Estado, crítica mencionada pelo relator Telmário Mota (PDT-PR).

Na terça-feira (26), o senador teria mais um compromisso com o conselho, porém não se fez presente para defender-se. Conforme a sua assessoria de imprensa, a falta foi justificada por orientação de seu advogado que aguarda cópia do processo a que ele responde no Supremo Tribunal Federal. Outro questionamento feito pela defesa é em relação ao teor das denúncias levantadas contra o senador.

Delcídio, um dos delatores da Operação Lava-Jato não poderá conceder entrevistas à imprensa e nem aparecer na mídia, conforme acordo com o advogado. Por orientação do mesmo, só se pronunciará após a conclusão do processo que almeja sua cassação.

CASSAÇÃO

Para o senador ser cassado há um rito a ser seguido. Caso o relator apresente parecer favorável e apoio dos demais senadores na votação no Conselho de Ética, o próximo passo é a Comissão de Constituição e Justiça, que terá cinco sessões para avaliar e votar. Em seguida irá para o Plenário do Senado que definirá parecer definitivo sobre a cassação.

(*) Correio do Estado

Delcídio não poderá conceder entrevistas à imprensa e nem aparecer na mídia, de acordo com seu advogado. (Foto: Jeferson Rudy/Agência Senado)

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