02/04/2018 09h40

Apesar de incentivos fiscais, adesão é baixa e maioria dos investimentos vão para o Paraguai

Redação

O programa “Fomentar Fronteiras”, criado pelo Governo Estadual em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), pode ser considerado praticamente um fracasso, com poucos resultados até agora, mais de um ano após seu lançamento. Criado com a premissa de aumentar a competitividade dos municípios fronteiriços e atrair empresários e mesmo oferecendo incentivos fiscais, apenas três indústrias teriam aderido ao programa.

O motivo seria a concorrência desigual com o volume de benefícios do governo paraguaio, previstos na Lei de Maquila. A legislação paraguaia isenta de impostos a importação de máquinas e matéria-prima para as empresas estrangeiras que decidirem fabricar no país, e há um único imposto de 1% do valor agregado para a exportação. Isso acaba atraindo os empresários para o país vizinho.

(*) Correio do Estado

Fábricas brasileiras se instalam no Paraguai para fugir dos impostos e pagar conta de energia e mão de obra mais baratas - Foto: Paulo Ribas/Arquivo

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