“Se trata de uma coisa muito séria, e ajudar é o mínimo que a gente pode fazer”, comenta o empresário Murilo Thomé

Segundo o psicólogo norte-americano Abraham Maslow, junto ao ar, à comida, ao exercício, ao repouso e à saúde, a água está entre as seis necessidades fisiológicas básicas do ser humano. Mas não é preciso ir muito longe para fazer essa descoberta, basta passar algumas horas sem tomar líquidos ou praticar uma atividade física no calor três-lagoense.

Existem outros problemas que causam desidratação no corpo humano e demandam nossa ajuda. Muito além disso: diferente de uma atividade física, não são opcionais, como ser acometido pela Covid-19.

300 FARDOS

Em março deste ano, enquanto em muitos países houve um “controle” da disseminação do coronavírus, o Brasil entrou na segunda onda da pandemia de Covid-19, superlotando leitos e outras demandas que envolvem a saúde.

Nestas horas, a ajuda é um dos pilares para sair desta situação. “No começo de abril eles nos pediram ajuda. Doamos uma média de 3.600 garrafas por semana – que dá 300 fardos – e enquanto o Hospital precisar, nós vamos atendê-los. Pelo tempo que for, sem limite e sem quantidade. Se trata de uma coisa muito séria, e ajudar é o mínimo que a gente pode fazer”, conta Murilo Thomé, sócio proprietário e diretor da Aquarela, sobre as doações para o Hospital Auxiliadora, centro de tratamento de pacientes de Covid-19.

BIOSSEGURANÇA

Segundo o Hospital, as garrafas são destinadas aos pacientes internados, pois isso facilita o acesso do mesmo à água e o descarte do recipiente e evita, assim, a contaminação de outros. A quantidade pedida se baseia na estimativa de que cada paciente precisa tomar dois litros de água por dia.

O diretor conta que acredita na higiene que as garrafas de água oferecem. “Por ser descartável, cada paciente usa a sua e logo descarta. Apesar de não ter visto como a equipe do Hospital trabalha, acredito que seja realmente essa a intenção: cada um tem a sua garrafinha ou copo de água, e logo que tomou, joga fora. Isso, em relação ao vírus, deve trazer muito mais segurança para o Hospital”.

Murilo Thomé recebe o jornalista Ricardo Ojeda para falar das ações sociais desenvolvidas pela Aquarela (Foto: Perfil News)

O QUE A SUA MÃO ESQUERDA FAZ…

Que a direita não fique sabendo. Quem já ouviu esse versículo provavelmente pensou, e pensa, bastante a respeito de ajudar o próximo e não expor as benfeitorias que faz. Murilo até explicou, durante a entrevista, que o intuito das ajudas prestadas pela Aquarela não são a exposição.

Mas o objetivo da presente matéria, como de outras desta editoria, é mostrar como o três-lagoense faz parte de uma corrente do bem, de solidariedade e amor ao próximo. Principalmente durante 2020 e este primeiro bimestre de 2021, em comemoração ao aniversário da nossa Três Lagoas.

Empresário Murilo Thomé, diretor da Aquarela

E junto a esta corrente, a Aquarela faz outras doações (atemporais) que talvez você ainda não saiba.

“Nós não fazemos as doações para falarmos que doamos, querer se mostrar, né. Mas a gente não doa só a água. Tem várias instituições, ONGs, que recebem a nossa ajuda, como o Lar dos Idosos, Polícia Militar, entre outras. Aparelhos médicos, cadeiras de rodas, freezers, TVs… Se surgir a necessidade, a gente ajuda”, comentou

Murilo ainda ressaltou que o ato de pedir ajuda é muito importante, para que as instituições, como a Aquarela, possam ajudar. Como o Hospital fez. “Senão a gente não saberia que estavam precisando, e não conseguiria ajudar. Pedir é importante”.

*Esta matéria faz parte de uma série de reportagens especial em homenagem aos 106 anos de Três Lagoas, que enaltece e valoriza a solidariedade e o afeto três-lagoense, principalmente durante o período difícil que marca o ano de 2020 e o primeiro bimestre de 2021.

(*) Beatriz Rodas

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