22/09/2017 16h53

Armazém provisório faz empresa de celulose ser multada em R$ 72 mil pelos Bombeiros

De acordo com os Bombeiros, a penalidade se refere a um galpão inflável instalado após a vistoria técnica da corporação, que liberou o funcionamento da unidade Projeto Horizonte 2. Agora a Fibria terá uma semana para regularizar a situação.

Flávio Veras

“Eu fui surpreendido com a denúncia e confesso que no início até desconfiei que não fosse verdade. Porém, as irregularidades foram contatadas e agora o nosso papel é autuar a empresa e tentar resolver o problema da melhor forma possível”.

É com ar de surpresa que o comandante do 5º Grupamento de Bombeiro Militar em Três Lagoas, o tenente coronel Leandro Arruda, anunciou a multa de 3 mil Uferms (Unidade Fiscal Estadual de Referência do Mato Grosso do Sul, equivalente, hoje (22), a R$ 72 mil) a Fibria, por armazenamento irregular de celulose.

De acordo com Arruda, chegou na manhã de ontem (21) a informação de um galpão improvisado instalado na área da empresa conhecida como Projeto Horizonte 2, na qual se trata da segunda linha de produção da empresa. O Comandante ainda explicou que o local é conhecido como “bag”, que inglês significa bolsa, e que o equipamento não estava instalado quando a indústria passou pela fiscalização da corporação há três meses.

FISCALIZAÇÃO

Após o recebimento da denúncia, Arruda determinou que uma guarnição técnica de bombeiros, comandada pelo oficial Tenente Pedroso, fosse até unidade da empresa de celulose checar às informações.

“Quando a guarnição chegou ao local, constatou que se tratava de um ambiente sem o mínimo de estrutura para combater um possível acidente. Além disso, o local estava estocado de celulose e o fluxo de caminhões, ao redor e no interior dele, era constante. Ou seja, coloca em risco a vida dos funcionários, portanto a equipe não teve alternativa a não ser autuar a empresa”, relatou.

Segundo o comandante, depois de constatado o flagrante, a empresa terá uma semana para desmontar o galpão inflável e retirar toda a celulose do interior dele, ou equipar o local com dispositivos e equipamentos de segurança. Caso contrário, a multa dobrará de valor e outras penalidades poderão ser aplicadas.

Ao ser questionado se existe a possibilidade da empresa recorrer da multa, o tenente-coronel afirmou que “a primeira instância para recorrer será aqui no batalhão e a análise será minha. Caso não fique satisfeita com a minha decisão, a empresa poderá recorrer através do comando geral da nossa corporação em Campo Grande”, finalizou.

OUTRO LADO

Em nota, a Fibria informou que segue os mais altos padrões de segurança em suas atividades industriais e florestais, possuindo certificações nacionais e internacionais. No caso das tendas utilizadas para armazenamento de fardos de celulose na unidade de Três Lagoas (MS), a empresa esclarece que são estruturas provisórias montadas para armazenar, temporariamente, a produção de sua segunda fábrica, cuja operação foi iniciada no final de agosto, com três semanas de antecedência e que já está atendendo à grande demanda internacional pelo produto.

Para a montagem dessas tendas, a Fibria tomou todos os cuidados relativos à segurança, como análise preliminar de riscos, laudo de inflamabilidade, engenharia de preparação do solo para garantir a estabilidade e resistência da estrutura, bem como já possui a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).⁠⁠⁠⁠

(*) Entrevista Ricardo Ojeda.

Arruda determinou que uma guarnição técnica de bombeiros, fosse até unidade da empresa de celulose checar às informações. (Foto: Flávio Veras / Perfil News)

Unidade 1 da Fibria (Foto: Arquivo / Perfil News)

Comentários