21/10/2015 08h03 – Atualizado em 21/10/2015 08h03

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vêm sofrendo ultimamente do mesmo mal. Ambos dependem de suas bases aliadas para aprovar seus pacotes fiscais, mas a batalha não tem sido nada fácil. Em ambos os casos, até mesmo parceiros de primeira hora estão pulando fora do barco quando o assunto é votar medidas impopulares. O pessoal já trabalha com olhos voltados para 2018, quando vai tentar a reeleição. Por isso, Reinaldo e Dilma vão ter que gastar muita saliva para convencê-los a dar mais esse voto de confiança.

TRAVA

Aliás, dizem que o pacote fiscal enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Reinaldo Azambuja está travado na Casa por conta da movimentação de bastidores do ex-governador André Puccinelli (PMDB), que torce como ninguém para que o governo não faça caixa. Entre as matérias em tramitação do legislativo está o projeto que altera a alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de produtos supérfluos, como cosméticos e bebidas.

DE OLHO

O pacote fiscal do governo tucano despertou o interesse dos prefeitos, que ontem foram a Assembleia pedir apoio aos deputados visando à aprovação do texto. Afinal, quanto mais o Estado arrecadar, mais dinheiro entra nos cofres das prefeituras. Na conversa que teve com o presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB), o presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), disse que 30% dos municípios escalonaram salários e correm o risco de não pagar o 13º por falta de recursos.

SEM VÍCIOS

O Rede Sustentabilidade, fundado por Marina Silva, pode ser a opção de muita gente que pretende passar pelo crivo das urnas nas eleições municipais do ano que vem. Criado com muito critério, o partido finca raízes na questão do meio ambiente, assunto hoje dominante em todas as discussões política do país. Por aqui, já tem vereador afivelando as malas rumo à legenda, por onde pretende disputar a reeleição.

Enquanto isso, a criadora da nova sigla pavimenta seu caminho rumo a 2018, oportunidade em que pode lançar sua candidatura novamente ao Planalto.

FIO DA NAVALHA

Investigado na Operação Coffee Break por suposta vantagem financeira na cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), o vereador Paulo Siufi (PMDB) se vê novamente na mira do Ministério Público Estadual. Desta feita, por ter recebido salários da prefeitura sem dar sua contrapartida, ou seja, sem trabalhar. Nas contas do MP, ele terá que devolver a bagatela de quase meio milhão de reais. Siufi nega a acusação e diz que vai provar na Justiça que ganhou honestamente seus subsídios. O tempo dirá quem tem razão, mas deve demorar bastante.

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