25/08/2014 12h13 – Atualizado em 25/08/2014 12h13

Antonio Carlos Garcia de Oliveira

No momento em que me encontrava trabalhando na cidade de Cassilândia-MS., oferecemos junto a nossa Loja Maçônica a realização de uma festa de motociclistas. Aleguei em Loja que a festa traria alguns poucos inconvenientes, mas que os dividendos seriam muito interessantes. Naquela reunião, alguns membros da Loja discutiram acerca da qualidade dos motociclistas, argumentando sem qualquer conhecimento de causa, que uma festa dessas traria muitos baderneiros, bandidos, e outros, fardados de motociclistas e que a cidade seria tomada por eles, com destruição por todos os lados, saques, etc. Após aprovação em Loja, diversas entidades beneficentes foram convidadas para composição da praça de alimentação, com o que aceitaram. Fomos no Prefeito e na Polícia com o que concordaram e aceitaram a festa numa boa. Chegou o dia da “festa de motoqueiros” como alguns Irmãos conceituavam, e vimos a cidade lotada de motociclistas. Vestidos com roupas de couro, algumas coloridas, capacetes reluzentes nas cabeças, motocicletas impecáveis e caríssimas, eles chegaram. Foram ocupando a praça central da cidade, sentando nas mesas adredemente armadas para a festividade, e passaram a consumir pela cidade. Alimentos e bebidas acabaram rapidamente. Hotéis lotados.

Gente bonita, alegre e de longe conhecendo um local antes inóspito prá eles. Passearam pelas fazendas, Lagoa Santa, Ilha do Aporé, enfim, visitaram tudo que foi possível naquela bela Cassilândia. Teve barulho de escapamento, lógico. Teve gente bagunçando, evidente. No Parque de exposições, formou-se uma fieira de motociclistas, organizados, pagando ingressos e permanecendo no evento até altas horas, deixando lá o seu dinheiro. Surgiram alguns problemas na cidade, de poucos baderneiros, alguns bêbados, mas foi só. Passada a festa, na primeira reunião em Loja, aqueles Irmãos incrédulos, desfilaram elogios ao comparecimento maciço de motociclistas e ao lucro que a festa trouxe para a Loja Maçônica, que com isso animou os Irmãos ao trabalho.

Isso serve para mostrar a todos que, para conhecimento de causa, é importante ter participado disso com afinco e dedicação, porque de nada adiante fica falando sem ao menos ter conhecimento de que eventos como estes são excelentes por trazer movimento financeiro para as cidades, e que baderneiros e bagunceiros existem em todos os locais do país, não necessitando exclusivamente que isso possa acontecer em festa de motociclistas. Lamentavelmente nem todos que falam conhecem a verdade das coisas ou as distorcem como meio de sua própria propaganda, e em diversos casos participam delas.

Antonio Carlos Garcia de Oliveira – Promotor de Justiça, organizador do Motoshow e Mestre Instalado da Loja Simbólica “Recanto da Fraternidade em Cassilândia em 1999.

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