17/04/2014 15h32 – Atualizado em 17/04/2014 15h32

Carlos Pappini Jr

O mercado brasileiro de saúde está em plena expansão, com forte aumento da demanda por produtos e serviços, resultado da ascensão social registrada no país na última década e pelo envelhecimento da população, fator este que deve se acelerar e mudar o perfil do consumo de medicamentos. Essas mudanças profundas têm atraído corporações internacionais, que investem em instalações fabris no país ou buscam atender o mercado local por meio de aquisições de empresas aqui instaladas.

Mas são os laboratórios nacionais os mais beneficiados pelo crescimento do mercado brasileiro, aumentando o valor das vendas de 45% do total em 2009 para 56,93% comercializados em 2013. Os resultados são ainda mais positivos na análise em unidades, com a indústria brasileira representando 65,81% dos 2,8 bilhões de medicamentos comercializados no país em 2013.

A população brasileira está envelhecendo e este cenário demandará mais medicamentos. Os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por exemplo, apontam aumento de expectativa de vida dos brasileiros em 3,6 anos. Em 2002, o valor projetado era de 71 anos, enquanto que em 2012 a expectativa de vida atingiu 74,6 anos. No maior Estado da Federação,11% da população são de idosos – pessoas com mais de 60 anos. Até 2050, o número de pessoas nessa faixa de idade deve duplicar em São Paulo e ultrapassar outros extratos sociais.

O aumento das exigências e a transformações vai exigir novas soluções para os problemas de saúde. Vamos nos deparar com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão arterial, artrite e problemas cardíacos. São enfermidades que exigem tratamento constante para evitar sua progressão para estágios mais avançados.

Por isso, o acesso do paciente é fundamental para que ele consiga os medicamentos e garanta o tratamento médico. O preço do remédio é um fator essencial para se obter bons resultados mas, infelizmente, o custo pesa mais no bolso dos mais pobres. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), as famílias carentes gastam 5,8% da renda com saúde contra 1,6% entre os mais ricos. Um levantamento que realizamos na ePharma mostra que um paciente gasta cerca de R$ 1.800,00 por ano para comprar medicamento de controle de colesterol.

Uma das principais alternativas é acelerarmos a consolidação do pagador institucional de medicamentos, provendo acesso real aos pacientes a medicamentos de qualidade. Avança no país o número de empresas que subsidiam medicamentos para seus colaboradores. Uma forma inteligente de garantir que o tratamento seja realizado de acordo com o que foi prescrito pelo médico. Uma experiência que a cada dia ganha mais adeptos e que traz resultados positivos tanto para as corporações como para os beneficiários desses programas.

Carlos Pappini Jr, diretor de Marketing da ePharma.

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