Na ansiedade de ver seus parentes mais velhos vacinados contra Covid, filhos e netos decidem filmar o grande dia: o dia da vacinação.

No entanto, em pelo menos dois casos, essa filmagem serviu de prova para mostrar que a vacina, de fato, não foi aplicada: apesar da picada, o líquido ficou todo dentro da seringa.

O primeiro caso confirmado aconteceu no final de janeiro, em Maceió. Uma técnica de enfermagem foi afastada após ter simulado que aplicou a vacina contra a covid-19 em uma idosa de 97 anos.

A idosa teve o braço esquerdo furado pela agulha, mas o líquido da vacina não foi injetado. Um vídeo feito pela cuidadora da idosa mostra que o imunizante não foi aplicado. Após verem a imagem, familiares da vítima procuraram os responsáveis pela campanha de vacinação e, após ter sido constatada a fraude, outra profissional de saúde fez a aplicação da vacina corretamente.

O Ministério Público instaurou investigação para apurar o caso.

Hoje, 10, um novo caso veio ao conhecimento público. Desta vez, aconteceu em Goiás.

A filha de Floramy de Oliveira Jordão, de 88 anos, denunciou que a mãe não recebeu a vacina contra a Covid-19 na primeira aplicação, em Goiânia, pois, segundo ela, a enfermeira enfiou a agulha no braço da idosa, mas não injetou a dose do imunizante. O momento foi filmado pela aposentada Luciana Jordão, de 57 anos, filha da idosa (veja acima). A Secretaria Municipal de Saúde investiga o caso.

Outros casos

Há outros vídeos que chegam às redações dos jornais, com idosos sendo falsamente vacinados. Entretanto, são vídeos apócrifos, ou seja, sem identificação de onde teriam acontecido e quem seriam os envolvidos.

Após o caso envolvendo a idosa em Alagoas, a Prefeitura de Maceió mudou o protocolo e agora exige que o profissional de saúde mostre a seringa cheia antes da aplicação e vazia após o procedimento.

Dessa forma, é essencial que os acompanhantes de idosos estejam atentos à vacinação e peçam ao profissional que mostrem a seringa com o líquido e vazia, após a aplicação.

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