26/10/2015 09h38 – Atualizado em 26/10/2015 09h38

A área industrial prossegue fraca e sem apresentar sinais de recuperação a curto prazo

Assessoria

A Sondagem Industrial, realizada em setembro deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, aponta que a atividade industrial teve o 16º mês consecutivo sem crescimento, prosseguindo fraca e sem apresentar sinais de recuperação a curto prazo. “Nesse período, os índices ficaram abaixo da linha indicativa de expansão, que é a partir dos 50 pontos”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele acrescenta que a indústria estadual permanece com elevada capacidade ociosa. “Para 55,8% dos respondentes, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para o mês. O índice marcou 37,3 pontos em setembro, queda de 1,1 ponto no comparativo com igual mês de 2014, mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou, completando que a ociosidade média no mês de setembro em Mato Grosso do Sul foi 32%.

Ele acrescenta que a indústria estadual permanece com elevada capacidade ociosa. “Para 55,8% dos respondentes, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para o mês. O índice marcou 37,3 pontos em setembro, queda de 1,1 ponto no comparativo com igual mês de 2014, mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou, completando que a ociosidade média no mês de setembro em Mato Grosso do Sul foi 32%.

Ezequiel Resende reforça que o atual cenário não deve apresentar grandes mudanças para os próximos seis meses. “Os índices que medem a expectativa em relação à demanda por seus produtos, número de empregados e compras de matérias-primas ficaram, mais uma vez, abaixo dos 50 pontos, indicando que os empresários da indústria estadual não acreditam em melhoras significativas para essas variáveis nos próximos seis meses a partir de setembro. A única variável que ficou no campo positivo foi a quantidade exportada”, afirmou.

Ainda de acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 3º trimestre de 2015 foram a elevada carga tributária, falta ou alto custo de energia, inadimplência dos clientes, demanda interna insuficiente e falta ou alto custo da matéria-prima. “Também chamaram a atenção as taxas de juros elevadas e a falta de capital de giro”, reforçou.

ICEI

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) segue nos mais baixos patamares da série histórica com outubro de 2015 marcou o 15º mês consecutivo com o índice inferior aos 50 pontos. “O ICEI marcou 36,5 pontos em outubro. O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pelo pessimismo apresentado em relação às atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando somente 19,2 pontos”, analisou Ezequiel Resende.

Em outubro, para 91,9% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 78,8% dos participantes. Com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 56,4% dos respondentes, enquanto para 38,8% elas não se alteraram.

Para os próximos seis meses, 71,8% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual o pessimismo foi apontado por 54,2% dos participantes da pesquisa. Com relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 38,9% dos respondentes mostraram-se pessimistas, patamar ainda próximo aos dos que acham que a situação permanecerá igual, que chegou a 38,8%.

Além disso, 67% dos empresários industriais do Estado não pretendem investir nos próximos seis meses. “O industrial sul-mato-grossense se mostra pouco confiante em relação aos investimentos, 67,1% dos respondentes disseram que não pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses a partir de outubro. Por fim, o indicador de intenção de investimento marcou 43,2 pontos, recuo de 19,6% sobre igual mês do ano passado”, afirmou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

(*) FIEMS

A indústria estadual permanece com elevada capacidade ociosa. (Foto: Assessoria)

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