23/04/2014 11h05 – Atualizado em 23/04/2014 11h05

MS registra aumento doações de medula óssea e número de doadores cadastrados no REDOME pode aumentar para 12 mil

Mato Grosso do Sul é um dos estados com grande número de doadores cadastrados no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) o que aumenta as chances para a compatibilidade com pacientes que necessitam do transplante

Da Redação

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), através da Hemorrede Estadual e Central Estadual de Transplantes, vem trabalhando junto ao Ministério da Saúde na melhoria da qualidade dos serviços do Programa de Doadores Voluntários de Medula Óssea (DVMO) no Estado. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Antônio Lastória, Mato Grosso do Sul é um dos estados com grande número de doadores cadastrados no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) o que aumenta as chances para a compatibilidade com pacientes que necessitam do transplante. A proposta é o aumento do número de doadores regulados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), passando dos atuais 8.500 doadores cadastrados para 12 mil doadores por ano.

“A Secretaria de Saúde vem se empenhando para aumentar o numero de doadores cadastrados no sistema nacional de doadores. O Estado tem uma grande representatividade quando se refere a atender as demandas de pacientes que necessitam de um transplante de medula. Pelo Ministério da Saúde, cada estado do Brasil pode chegar a um cadastro de 2,5% de sua população no sistema nacional de doadores, mas Mato Grosso do Sul consegue atingir cerca de 7%, o que representa maiores chances de compatibilidade em um caso de transplante de medula”, diz o secretário.

Para a coordenadora do setor de medula óssea do Hemosul, Lucéia Fernandes, de 2001 a 2014 Mato Grosso do Sul registrou aproximadamente 125 mil doadores de medula onde 27 concluíram o processo de doação.

“Aparentemente é um numero pequeno comparado ao número de cadastros registrados no REDOME, mas na verdade é altamente expressivo. Não podemos esquecer que a compatibilidade é um fator determinante para que o transplante ocorra. Mesmo que haja a coleta de sangue do doador, a amostra passa por vários exames para verificar a compatibilidade. A sua probabilidade de 100% de compatibilidade a nível nacional é de 1 em 100 mil. Dessas 27 doações concretizadas, quatro foram realizadas no início de 2014. Mas acredito que o número possa ser maior, já que temos relatos de pessoas que concretizaram a doação mas não retornaram para finalizar o registro em nossos sistemas”, diz a coordenadora.

De acordo com a coordenadora, quando a compatibilidade é positiva tanto receptor e doador recebem o auxílio pelo sistema do TFD (Tratamento Fora de Domicílio) acionado pelas secretarias de saúde do município, prestando toda a assistência de transporte e estadia. “A Hemorrede de Mato Grosso do Sul vem se empenhando para melhorar a qualidade dos cadastros, para que ele seja detalhado e não prejudique a liberação do transplante”, acrescenta Lucéia.

A Hemorrede do Estado do Mato Grosso do Sul é o conjunto de Serviços de Hemoterapia e Hematologia do Estado. O sistema conta com 13 núcleos de atendimento distribuídos em 10 municípios, sendo eles: Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Três Lagoas, Paranaíba, Coxim, Corumbá e
Aquidauana.

Para ser um doador, é necessário ter entre 18 a 55 anos, e com boa saúde. São retirados 5ml de sangue, como um exame de laboratório, e o doador é cadastrado no REDOME – Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea do INCA – Instituto Nacional do Câncer. Seus dados genéticos são cruzados com os dos pacientes que precisam da medula. Se a compatibilidade genética for positiva, a doação pode ser realizada. Porém, para ter compatibilidade a chance no Brasil é de uma em cem mil e com alguém de outro país de uma em um milhão.

Na Capital, a coleta de sangue para integrar ao Cadastro Nacional pode ser feita nos seguintes locais:
Santa Casa: de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h (fecha no horário de almoço); Hospital Regional: de segunda a sext-feira, das 7h às 12h. Devido a atual reforma no Hemosul, as doações também estão sendo redirecionadas para a Santa Casa e Hospital Regional.

(*) Com informações de Assecom PC MS

De 2001 a 2014 Mato Grosso do Sul registrou aproximadamente 125 mil doadores de medula onde 27 concluíram o processo de doação (Foto: Divulgação/Assecom)

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