16/11/2006 15h27 – Atualizado em 16/11/2006 15h27

Campo Grande News

Antes de cair em São Gabriel do Oeste, a 149 quilômetros de Campo Grande, no fim da tarde de terça-feira, 14, o monomotor Cessna 210 (prefixo PT-JUF) descarregou 200 quilos de cocaína em Rio das Pedras, interior de São Paulo, por volta de 14 horas. O entorpecente teria sido jogado em um canavial próximo a uma pista clandestina onde estava previsto o pouso do avião, cujo piloto percebeu a presença da PF (Polícia Federal) e fugiu em direção a outras cidades próximas. No local houve troca de tiros entre os policiais e outras pessoas que estavam em uma caminhonete Montana, que colidiu com uma das viaturas da PF e fugiu. O avião seguiu para Penápolis para abastecer onde foi interceptado pela PM (Polícia Militar), mas interrompeu o abastecimento e conseguiu fugir em direção a Buritama e Guararapes, onde mais uma vez não conseguiu pousar devido à ação da polícia. Em Penápolis os policiais atiraram em direção à aeronave, mas não sabem se os tiros acertaram o monomotor. Um avião da polícia decolou de Birigui para tentar evitar a fuga, mas não conseguiu. A informação era de que o monomotor seguiria para Mato Grosso do Sul, onde caiu devido a falta de combustível. Em São Gabriel, a polícia identificou o piloto como sendo Marcelo Coelho de Souza. Na região da pista clandestina de Rio das Pedras, em Capivari, cidade próxima a Piracicaba (SP), a PF deteve o pai de um dos suspeitos de envolvimento no esquema. Ele foi localizado em uma chácara onde os policiais encontraram US$ 50 mil, um aparelho de comunicação com aviões e duas armas de fogo, sendo um revólver calibre 38. A droga ainda não foi localizada e nenhum dos suspeitos foi preso. Após ter sido socorrido por moradores da fazenda Santa Fátima no distrito de Areado em São Gabriel, o piloto desapareceu. Ele foi levado para área urbana para atendimento médico devido às escoriações, mas não deu entrada em nenhum dos hospitais. Um morador que o socorreu e o levou até a Polícia Civil disse que encontrou em uma lata de graxa deixada por Souza com moradores US$ 709.930,00 e R$ 10 mil. O piloto disse que voltaria para buscar a lata. Há suspeitas que ele trabalhe para um produtor rural da região, que seria o dono do avião. A Polícia Federal depositaria a quantia ainda nesta quinta-feira em uma conta no Banco do Brasil para ficar à disposição da Justiça. As investigações estão sendo feitas em conjunta com a PF.

Comentários