30/03/2016 09h15 – Atualizado em 30/03/2016 09h15

Barbosinha (PSB) se elegeu deputado estadual em aliança com apoio do ex-governador André Puccinelli (PMDB). Seu sucessor na Assembleia Legislativa, Coronel David (PT do B), também é amigo do italiano e foi até o comandante geral da Polícia Militar em sua gestão. Pelo visto, dois nomes que compunham a tropa de choque do líder peemedebista vão agora defender as cores tucanas nos embates que virão pela frente. A começar pelas eleições municipais de outubro, onde PSDB e PMDB devem se enfrentar na maioria dos municípios. Depois tem 2018 pela frente.

BIRUTAS

As eleições municipais se aproximam e candidatos e prefeito e a vereador estão feito barata tonta sem saber por onde começar suas campanhas. O país mergulha numa crise política sem precedentes e esparrama incertezas por todos os lados. Isso faz com que os interessados nesses cargos não saibam como fazer para driblar a insatisfação do eleitor. Esse desgaste da classe política pode beneficiar nomes novos que aparecem sem máculas ou vícios e, ainda por cima, como bom discurso. Já aqueles que fazem uso da velha prática paroquiana poderão entrar em beco sem saída.

CARAS NOVAS

Aos poucos vão surgindo novos nomes na disputa pelo comando da Capital a partir de 2017. Um deles é do atual presidente da Fiems (Federação das Indústrias de MS), Sérgio Longen, pelo PR (Partido da República), sigla comandada pelo ex-deputado de 11 mandatos consecutivos, Londres Machado. Outro nome que coloca-se à disposição do grupo que participa é a vice-governadora Rose Modesto (PSDB). Ela mandou avisar que sexta-feira se afasta da Secretaria que comanda para não correr o risco de ficar inelegível. Pode ser a ungida dos tucanos.

VANGUARDA

O PMDB de Mato Grosso do Sul saiu na frente e, de uma forma ou de outra, provocou um efeito dominó na posição do partido em desembarcar do governo da presidente Dilma, acusado de corrupção e tentando evitar dois processos de impeachment na Câmara dos Deputados, o último protocolado pela OAB. O partido liderado pelo ex-governador André Puccinelli puxou a fileira dos descontentes durante a convenção nacional, ocorrida no último dia 12 em Brasília, quando apresentou uma carta aos correligionários aconselhando a entrega de todos os ministérios e outros cargos do governo petista.

CARTA

O documento foi entregue pelo presidente regional do PMDB e presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi, durante o ato no qual o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), foi reconduzido ao comando nacional do partido. Na televisão, nas inserções a que o partido tem direito, os principais expoentes do PMDB, como André Puccinelli, Júnior Mochi e os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, exaltam essa posição no horário nobre de TV.

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