13/11/2006 17h29 – Atualizado em 13/11/2006 17h29

Terra

A bancada do PT no Senado irá reivindicar junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liderança do governo da Casa de volta. Atualmente, o cargo está as mãos do peemedebista Romero Jucá, com quem deve permanecer até o ano que vem. A líder do PT na Casa, senadora Ideli Salvatti (SC), afirmou que levou na última quinta-feira o pedido da liderança ao chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho. Um encontro com Lula pode acontecer ainda nesta semana para fazer a reivindicação. A senadora argumenta que o PMDB, partido que atualmente ocupa o cargo, já deve manter a presidência da Casa. Eles também brigam pela presidência da Câmara, o que não é bem visto por Ideli. Segundo ela, o fato de o PT ter obtido o maior número de votos para deputados federais é mais relevante. Devido a proporcionalidade nos estados, o PMDB ficou com a maior bancada na casa. Outra reclamação a ser feita pela bancada petista é uma maior interlocução direta com o presidente. Ideli explica que durante os primeiros quatro anos do mandato de Lula, uma única reunião aconteceu, em dezembro de 2004. “Falta uma interlocução mais permanente com o presidente”, disse. A senadora avalia que um simples telefonema de Lula poderia ajudar em muitas questões. “O Senado tem uma constituição diferente da Câmara, por isso, a reclamação que fazemos é a que ele não dá o tratamento necessário para colaborar com o arrefecimento da crise”, afirmou. “Insistimos muito nisso no primeiro mandato. Espero que aconteça no segundo”, continuou. Ministérios Após a bancada na Câmara dar sinais, na semana passada, de que brigará por espaços no novo quadro ministerial a ser montado por Lula, hoje foi a vez da bancada do Senado se manifestar. Nesta segunda-feira, a senadora Ideli Salvatti, afirmou que a briga será por pastas estratégias. “Não acho que temos que brigar apenas com ocupação de espaço aritmeticamente. Alguns casos são estratégicos. Na Fazenda, por exemplo, tem que ter alguém muito afinado com o presidente. A Casa Civil é outro ministério muito estratégico”, especificou. Para a senadora, pastas sociais também são estratégicas em um segundo mandato. As reivindicações acontecem após o presidente Lula dar indícios de que daria mais cargos a base aliada.

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