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Bancários vão pressionar governo para conseguir reajuste salarial

06/10/2006 10h20 – Atualizado em 06/10/2006 10h20

Folha Online

Os bancários vão pressionar o governo federal para conseguir um acordo melhor e garantir o reajuste salarial reivindicado pela categoria. Alguns sindicatos, de centrais diferentes, pedem uma reunião com Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O pedido também será feito, por carta, aos ministérios da Fazenda e do Planejamento. O objetivo é conseguir dos bancos estatais uma proposta melhor que os 2,85% apresentados pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Com o aumento, eles querem pressionar os bancos privados a conceder o mesmo reajuste que os públicos. Entre os sindicatos que pedem a audiência estão os de Porto Alegre (RS), Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Florianópolis, Bauru (SP), além da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul. Até agora, sete rodadas de negociações foram feitas entre Fenaban e bancários. Os encontros com Caixa e BB trataram de pontos específicos dos funcionários, como PLR (participação nos lucros e resultados) e plano de cargos e carreiras. Os bancários querem aumento real de 7,05% e a reposição da inflação. Os bancos propuseram apenas a reposição de 2,85%. A Fenaban argumenta que o reajuste de 2,85% é equivalente à inflação medida nos últimos 12 meses pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os bancos também alteraram a proposta em relação ao pagamento de PLR e propõem agora o pagamento de 80% do salário mais R$ 823 de parte fixa, contra R$ 816 anteriormente. Nos bancos em que o lucro cresceu ao menos 20% neste ano, a PLR seria acrescida ainda de R$ 750. Negociação Os bancos não pretendem procurar os bancários para propor novo reajuste para acabar com a greve. A Fenaban informou nesta quinta-feira que já fez a sua proposta e que aguarda contraproposta por parte da categoria. Os bancários, por sua vez, dizem que aguardam que os bancos melhorem sua propostas e se negam a voltar ao trabalho sem que suas reivindicações sejam atendidas. No impasse, a greve atingiu ontem, primeiro dia de envolvimento nacional, 190 mil bancários, quase 50% da categoria no país. Alguns Estados e cidades já tinham iniciado a paralisação na semana passada. Em São Paulo, a greve teve participação de 39 mil bancários.

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