10/10/2017 08h43

Base única

Apesar da disputa iminente pelo comando do Estado em 2018 com partidos que hoje integram sua base aliada na Assembleia Legislativa, Reinaldo Azambuja (PSDB) não vê problemas na votação de matérias do governo na Casa durante o período das eleições. Conta com apoio inclusive do PMDB de André Puccinelli e do PDT de Dagoberto Nogueira, cujos partidos ensaiam lançar candidatos próprios. Na verdade, nem a oposição fraca dos deputados do PT atrapalha o tucano.

Sem problemas

Reinaldo Azambuja reconhece que no calor de uma campanha eleitoral os ânimos se acirram, mas acredita que o amadurecimento político dos parlamentares e a responsabilidade de entender a necessidade do Estado superam a disputa política. Como exemplos de apoio, o lembra votos unânimes quanto ao refinanciamento de dívidas com o BNDES, a convalidação de incentivos fiscais e recuperação de créditos de R$ 100 milhões aos cofres estaduais.

Fenix

Em meio à crise política e institucional que abalou os quadros da legenda em âmbito nacional e estadual, o PT tenta sobrevida em Mato Grosso do Sul, voltando a se mobilizar depois de repercussões negativas na imprensa envolvendo suas principais lideranças, inclusive sobre suposta participação em esquema de corrupção. “Nossa expectativa inicial era de receber de 200 a 300 novos filiados, mas ao final do evento foram contabilizadas 600 novas filiações de Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Coxim, Ponta Porã e outros municípios”, comemorou o deputado federal Vander após recente ato na capital.

Sem cabeça

Em discurso durante ato de filiação do PT, as principais lideranças do partido enfatizaram o desejo de apoiar Lula ao Planalto, mas não deram destaque a possibilidade de lançar candidato próprio à sucessão estadual. Por enquanto, as articulações do partido envolvem apenas a reeleição de Vander e Zeca do PT à Câmara e dos deputados estaduais Amarildo Cruz, Cabo Almi, João Grandão e Pedro Kemp à Assembleia Legislativa, conforme analistas políticos.

Lobby do batom

Entra ano, sai ano e os nobres representantes do povo em Brasília continuam discutido a reserva de uma cota de vagas para as mulheres na Câmara dos Deputados (PEC 134/15). A reserva valerá também para as Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores. Pela proposta, serão pelo menos 10% de vagas na primeira eleição depois da aprovação da PEC, 12% na segunda e 16% na terceira.

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