23/05/2015 08h46 – Atualizado em 23/05/2015 08h46

Cansado de levar bordoadas de todos os lados, inclusive de aliados, o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), resolveu partir com tudo pra cima de quem tenta denegrir sua imagem e declarou ‘tolerância zero’ a quem continuar com essa prática. Com fogo amigo a lhe queimar as têmporas, não lhe restou alternativa senão a de assimilar os golpes e tentar tirar sua administração da rota para onde seus adversários querem mandar. A maior surpresa, porém, vem dos seus principais aliados. Coisas da política.

BONÉ

Principal nome da tropa de choque do prefeito Gilmar Olarte na Câmara, Edil Albuquerque (PMDB) entregou o cargo de líder que ocupava na Casa desde sua saída da Sedesc. Dizendo que seu compromisso com o prefeito acaba aqui, Edil só espera a nomeação de outro nome para então deixar definitivamente a função. Os vereadores Carlão (PSB) e Chiquinho Telles (PSD) estão entre os favoritos para assumir a liderança de Olarte na Casa e até já foram sondados. Definição deve na semana que vem.

ESPERA

Os integrantes da CPI da Enersul/Energisa tentam reverter a liminar da Justiça que suspendeu os trabalhos da comissão e querem, a qualquer custo, investigar um rombo milionário detectado na empresa. Como o Poder Legislativo tem essa prerrogativa constitucional, é possível que o Tribunal de Justiça reveja essa decisão e conceda aos parlamentares o direito de continuar os trabalhos que já vinham sendo feitos. O povão, maior interessado, torce para que as investigações produzam resultados práticos.

ENCAMINHADO

Sem mais delongas, o governador Reinaldo Azambuja fechou questão em cima de um reajuste de 7,9% aos servidores administrativos, num total aproximado de 10 mil, e espera que a categoria entenda o seu esforço de pagar aquilo que é possível. O que o governo espera é que o funcionalismo não radicalize em torno de um reajuste impossível de ser pago e prejudique o andamento da máquina pública. Sempre disposto ao diálogo, o governador acredita em sucesso com as demais categorias.

FOGO AMIGO

A oposição sistemática do principal aliado ao governo tem deixado a presidente Dilma Rousseff (PT) em maus lençóis. Com o comando da Câmara e do Senado, o PMDB começa a minar todas as ações desenvolvidas pela área econômica para estabilizar a economia. Mesmo investigados nos desvios de dinheiro da Petrobras, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguem articular seguidas derrotas nas votações, mas, mesmo assim, ainda se dizem aliados do governo do qual o partido é vice.

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