28/08/2019 08h13

Além dele, outros 10 casos são investigados como suspeitos da doença no estado

Redação, com informações do Campo Grande News

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está investigando 11 casos com suspeita de sarampo em Mato Grosso do Sul, dentre eles, o caso de um bebê de 10 meses, na Capital do Estado.

Conforme informações divulgadas pela Secretaria, desde o começo do ano, 26 casos eram investigados. Até agosto, 15 haviam sido descartados.

Entre os 11 que ainda restam ser confirmados, está a da menina de 10 meses que viajou para São Paulo (SP), estado responsável pelo maior número de casos no Brasil após a erradicação, com cerca de 1,7 mil casos de sarampo confirmados. De acordo com gerente de imunização da Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande, Veruska Lahdo, a mãe da menina viajou com ela para São Paulo e, já de volta à Capital, a criança começou a apresentar sintomas, sendo levada para o Hospital Infantil São Lucas.

Por conta da suspeita de sarampo, foi feito o bloqueio vacinal na unidade, ou seja, pessoas que tiveram contato com a menina foram imunizadas. O mesmo caso ocorreu quando 90 pessoas foram vacinadas depois de ter contato um médico, que veio de São Paulo visitar a família, e também apresentou suspeita da doença.

“O bebê fez uma viagem com a família para São Paulo e voltou passando mal. Ele foi atendido por médicos e já está em casa. Então, fizemos o bloqueio vacinal e estamos investigando”, explicou a superintendente, sem revelar outros detalhes.

Em Mato Grosso do Sul, nenhum caso foi confirmado, mas com incidência da doença explodindo em três dos cinco estados vizinhos (São Paulo, Paraná e Goiás), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) ampliou as ações de prevenção.

Três Lagoas anunciou ontem a intensificação do calendário de vacinas contra sarampo em todos os postos de saúde da cidade. Veja aqui as recomendações de vacinação feitas pelo Ministério da Saúde.

Na semana passada, o Ministério da Saúde expandiu a vacinação contra a doença, recomendando que todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano sejam imunizadas. Antes, apenas crianças com mais de 12 meses tomavam a vacina.

O objetivo é intensificar a imunização desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves da doença e óbitos. A pasta também orientou estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal, em caso de surto ativo.

Foto ilustrativa

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