19/04/2016 09h15 – Atualizado em 19/04/2016 09h15

Se ainda estiver no Senado quando o impeachment contra a presidente chegar por lá, o senador Delcídio do Amaral (sem partido) já avisou que vai votar a favor. Magoado com a cúpula do ex-partido, especialmente contra Lula e Dilma, ele deve até fazer campanha entre os colegas para derrubar a petista do poder.

Ele sabe também que está pela bola 7, pois responde a processos de corrupção no Supremo Tribunal Federal que podem tirá-lo de vez o seu mandato parlamentar. Enquanto sua hora não chega, vai tentando incriminar o maior número de desafetos possível.

CHAPA BRANCA

Na Câmara, os governistas, Dagoberto Nogueira (PDT), Vander Loubet e Zeca, ambos do PT, votaram contra o impeachment de Dilma, o que já era esperado. Com essa decisão, podem ter desapontado parte dos seus eleitores, mas somente o pleito de 2018 vai dizer se eles serão chamuscados ou não com a posição que tomaram.

Caso tivessem votado a favor, também seriam cobrados dos eleitores da presidente que, via de regra, seriam seus potenciais eleitores. O certo é que o processo continua e ficará nas mãos dos senadores a decisão final. O sim ou o não serão pronunciados por eles.

FORTALECIDO

Num eventual governo Temer, quem se fortalece aqui por essas bandas é o ex-governador André Puccinelli (PMDB). Com isso, ele pode repensar sua posição de ficar de fora da disputa e lançar sua candidatura a prefeito de Campo Grande, cidade que administrou por dois mandatos consecutivos para depois se tornar governador.

O partido é grande e se fortalecerá ainda mais se conquistar o poder central em Brasília. Isso, sem contar a contribuição que deu para aprovar o impedimento da presidente Dilma. Todo esse cenário, no entanto, deverá ser analisado pelo italiano.

SIMILAR

Ao lembrar a cassação de seu mandato, Alcides Bernal (PP) sugere novas eleições no país, um dia após a aprovação da admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), quando 367 dos 513 deputados federais foram favoráveis a encaminhar o processo para o Senado.

O progressista foi cassado pela Câmara de Vereadores de Campo Grande em março de 2014, por irregularidades em contratos emergenciais.

DEPRIMENTE

Mais de um ano depois da degola meteórica, Bernal retornou ao cargo por liminar e classifica hoje como “deprimente” a decisão do impeachment.

“Quando você vê alguns deputados fazerem sustentação dizendo que o que aconteceu a época estava se repetindo, eu só queria que ele lembrasse que a Polícia Federal e o Gaeco interceptaram conversas telefônicas onde eles aceitaram dinheiro em troca do voto”, acusou o prefeito, em entrevista na capital.

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