03/05/2016 10h29 – Atualizado em 03/05/2016 10h29

Após passar 21h de bloqueio, população que utilizam o aplicativo como meio de trabalho sofre com a decisão da Justiça

Daniela Silis

Passando-se mais de 21h desde que o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp foi bloqueado pela Justiça, em decisão emitida em Lagarto (SE) pelo juiz Marcel Montalvão, o bloqueio já atingiu 100 milhões de pessoas. Muitos utilizam o aplicativo como meio de trabalho e ainda deve esperar por mais 51h até que o serviço volte a funcionar.

O bloqueio começou a valer a partir das 13h (MS) dessa segunda-feira, quando as cinco maiores operadoras do País – Vivo, Oi, Tim, Claro e Nextel – foram obrigadas a bloquear o serviço de mensagem instantânea. Essa é a segunda vez que o aplicativo fica fora de ar no Brasil pelo mesmo motivo: a recusa em colaborar com investigações sobre o tráfico de drogas.

Ainda segundo o site do G1, o desembargador Cezário Siqueira Neto, do Tribunal de Justiça de Sergipe, negou o recurso do aplicativo para que o serviço voltasse a funcionar antes de completar 72h. A decisão foi publicada às 23h30 (MS) dessa segunda-feira (2) durante o Plantão do Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

PREJUÍZO

A decisão da Justiça para punir o aplicativo não atingiu apenas à empresa, mas todos os brasileiros que tiveram o serviço bloqueado e, principalmente, aqueles que o utilizam como meio de trabalho. O assunto já é o mais comentado na Internet em mais de 21h de bloqueio.

O aplicativo já deixou de ser um mero serviço de bate-papo para se tornar uma ferramenta de trabalho. Em serviços de entrega, taxi, restaurantes, cabeleireiro, entre tantos outros, é sempre notável um símbolo do aplicativo ao lado de um número de celular no cartão de visita, indicando que, além de poder ligar, é possível também simplesmente mandar uma mensagem, economizando tempo e dinheiro.

Outras pessoas também dependem do serviço como troca de informações e imagens importantes que precisam chegar à outra pessoa de forma instantânea, muitas vezes por meio de grupos criados no aplicativo. Um exemplo disso são os grupos da Polícia Militar, DOF, Corpo de Bombeiros, entre outros, que são utilizados para informar sobre alguma ocorrência em tempo real, que atinge a todos ao mesmo tempo.

RETRATAÇÃO

A empresa não ficou de braços cruzados enquanto os clientes são prejudicados pela falta de serviço. Mesmo tendo a liminar negada pelo desembargados de Sergipe, o aplicativo publicou em sua página oficial no Facebook que está trabalhando contra o bloqueio.

“Estamos trabalhando para ter o WhatsApp funcionando novamente no Brasil o mais rápido possível. Enquanto isso, peça ao Congresso que proteja o seu direito de comunicar-se livremente”, diz a publicação, onde milhares de pessoas comentam sobre o acontecido, algumas contra a decisão da Justiça e outros apoiando.

OPÇÃO

Alguns outros aplicativos de troca de mensagens são utilizados para substituir o serviço, o problema é que são poucos os que utilizam o mesmo aplicativo, impedindo aí uma eficiência na troca de informações. O que ainda está sendo mais utilizado é o Messenger, por ser vinculado à rede social Facebook, que pertence à mesma empresa do WhatsApp.

Ao todo, o aplicativo possui mais de 1 bilhão de downloads no mundo (Foto: Daniela Silis)

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