18/03/2016 17h21 – Atualizado em 18/03/2016 17h21

Segundo especialistas, “uma cidade que se espalha nunca será um município sustentável”, com um plano de ação desenvolvido e aplicado pela gestão municipal, os impactos podem ser amenizados, consequentemente, mudar a realidade e ser uma cidade referência do mundo

Patrícia Miranda com informações da assessoria

Diante do notório crescimento fabril de Três Lagoas, o município tornou-se destaque para quem está de fora, por ser evidência em investimentos privados na ordem de R$ 16 bilhões.

Para tal “boom” empresarial é necessário um planejamento, pois com a divulgação de valores, há atração não somente de investidores, mas como também de pessoal.

CIDADE SUSTENTÁVEL

Três Lagoas é “uma cidade sustentável e em crescimento e que traz um olhar em longo prazo” foi uma das definições usadas no seminário desenvolvido pela Fibria, na noite de ontem (17), no auditório do Sest/Senat. O evento contou com a participação do presidente da Fibria; Marcelo Castelli, da prefeita de Três Lagoas, Marcia Moura, Jaime Ferruck, secretário do Estado de meio ambiente e desenvolvimento, gerente geral do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli, Márcia Casseb, especialista em Desenvolvimento Urbano e Saneamento e responsável pela ICES (Iniciativa de Cidades Emergentes e Sustentáveis) na América Latina), autoridades locais e estaduais.

QUALIDADE DE VIDA

Os três-lagoenses receberam um plano voltado para a própria qualidade de vida de seus habitantes, no qual um dos principais objetivos é o desenvolvimento sustentável. O Programa de Apoio à Gestão Pública é uma iniciativa conjunta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Instituto Votorantim e da Fibria, que irão financiar a elaboração do Plano de Ação Três Lagoas Sustentável e a revisão do Plano Diretor Participativo para o desenvolvimento do município no longo prazo, construído de forma conjunta com gestores públicos e sociedade.

O presidente da Fibria, Marcelo Castelli explicou o porquê da escolha de Três Lagoas. “Nós iríamos fazer um programa de apoio de gestão pública para Três Lagoas, só que a competência é do ICES. Ainda será uma cidade que cresce e desenvolve. Com um plano e ideias que vão tornar mais sustentável, ao final terá um custo menor, uma eficiência maior e sobrando dinheiro para investir na educação, segurança, todos ganham”, comentou.

CIDADES CONTEMPLADAS

O gerente geral do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli, em sua fala mencionou que além de Três Lagoas, este ano mais duas cidades terão o estudo. “A parceria com o BNDES é que para 2016, três cidades sejam contempladas, Brasilândia e Corumbá, além de Três Lagoas. É importante a população participar e depois monitorar o plano”, argumentou Rafael.

Em sua apresentação, a especialista em Desenvolvimento Urbano e Saneamento, Márcia Casseb comentou qual é a importância de Três Lagoas no cenário mundial. “É uma iniciativa de cidades emergentes e sustentáveis e o projeto de Três Lagoas tem o interesse do presidente do BID, em Washington”, disse.

Marcia Casseb comentou também os motivos que as cidades crescem de maneira desenfreada. “Com baixa qualidade urbana e habitacional crescendo com a fragmentação espacial, riscos a desastres naturais, enorme degradação ambiental, desigualdade e pobreza, grandes problemas de violência e insegurança, podem ser elencadas” e conclui; “os problemas fiscais e de governança são apontados, pois sem recursos não é possível investir em segurança, saúde, educação e deve ser visto pela administração local”, afirmou.

FASES DO PROJETO

A Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES) será composta por fases que vão desde a preparação, análise de diagnostico, priorização, plano de ação, pré-investimento, monitoramento e investimento, são considerados passos importantes.

A expectativa de conclusão que seja até o final do primeiro semestre deste ano e já está em prática.
Uma pesquisa de opinião pública será direcionada aos gestores e questionários com aproximadamente 120 perguntas serão feitas para a população de Três Lagoas. No qual a participação cidadã será essencial para promover o progresso do estudo.

“Não há um número de investimento que será feito com a pesquisa através do plano de ação”, conclui Márcia Casseb.

ASSINATURA

Após a apresentação do Programa de Apoio à Gestão Pública (PAGP) foi realizada a assinatura das cartas de apoio e a foto oficial de encerramento.

Jaime Ferruck, secretário de meio ambiente e desenvolvimento e o deputado estadual Angelo Guerreiro assinaram juntamente com demais testemunhas e instituições que darão apoio ao projeto.

(*) Assessoria de Imprensa da Fibria | MS

Na abertura, o presidente da Fibria, Marcelo Castelli esteve presente e falou da importância do estudo para o município de Três Lagoas. (Foto: Assessoria Fibria | MS)

Em apresentação, foi explicado aos presentes a escolha de Três Lagoas para o estudo. (Foto: Ricardo Ojeda)

Autoridades presentes da esquerda para a direita: gerente geral do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli; Jaime Ferruck, secretário do Estado de meio ambiente e desenvolvimento;presidente da Fibria; Marcelo Castelli, da prefeita de Três Lagoas, Marcia Moura;Márcia Casseb, especialista em Desenvolvimento Urbano e Saneamento e responsável pela ICES e Angelo Guerreiro, deputado estadual. (Foto: Assessoria Fibria | MS)

Cidades que já foram contemplados com o estudo. (Foto: Ricardo Ojeda)

O projeto apresentado, baseia-se em cinco fases. (Foto: Ricardo Ojeda)

Jaime Ferruck, secretário de meio ambiente e desenvolvimento, no momento que assinava a carta de apoio. (Foto: Assessoria Fibria | MS)

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