06/05/2018 00h21

Redação

A cabo Miryan Mayra Suzuki Moraes, 30 anos, que é moradora de Andradina e há três meses trabalha no Corpo de Bombeiros em São Paulo, participou do combate às chamas no edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada de terça-feira (1º) na capital. “O que prevalece é o trabalho em equipe. A sensação de poder ajudar é gratificante”, comentou em entrevista por telefone na última quarta, 2.

Ela contou que estava de plantão quando os bombeiros foram acionados por volta de 1h30. “Quando chegamos, o prédio já estava praticamente tomado pelas chamas. Tinha muito material inflamável e começamos a combater o fogo com as viaturas que se faziam presentes. O prédio lateral pegou fogo devido ao calor e uma hora e meia depois, o edifício veio abaixo, desmoronou”, explicou.

Segundo Miryan, nenhum bombeiro entrou no prédio que caiu, pois toda a estrutura estava em chamas. Por isso, o combate ao fogo foi pelo lado externo.
Para controlar o incêndio em um prédio vizinho, foi utilizada uma Viatura Auto Escada Mecânica com capacidade de alcance de 40 metros. Os bombeiros só entraram nesse imóvel por volta das 7h30 para verificar se havia outros focos.

TRABALHO

Mayra vai completar cinco anos como integrante da Polícia Militar do Estado de São Paulo e conta que foi a primeira vez que atuou em uma ocorrência de grande porte como essa. Ela trabalhou no local por aproximadamente sete horas e depois houve a troca do turno.

“Nunca tinha participado de uma ocorrência desta. Na verdade, existem profissionais com muitos anos de corporação que não passaram por uma ocorrência de proporção tão grande. Valeu como experiência”, comentou.

De acordo com ela, não foi fácil ver o prédio desabar com todo pessoal ao redor, trabalhando. Mayra revelou que ficou preocupada, querendo saber se havia algum companheiro ferido. “Graças a Deus, nenhum bombeiro se feriu. A sensação de poder fazer alguma coisa, de poder ajudar, apesar das dificuldades, é gratificante”, completou.

A policial explicou que o que despertou nela a vontade de atuar no Corpo de Bombeiros foi justamente querer ajudar, trazer esperança e ser uma luz no fim do túnel na vida delas nos momentos que mais necessitam .Ela tem um irmão policial militar que atua no 28.º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), em Andradina.

(*) Folha da Região

A bombeira Miryan Mayra Moraes no local da tragédia

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