07/03/2007 11h21 - Atualizado em 07/03/2007 11h21

Daniela Salgado Galli vira a página

 

Agência Anhangüera

Com o final de Páginas da Vida, a atriz Daniela Salgado Galli terá mais tempo livre para visitar os pais, em Campinas, e depois voltar com tranqüilidade para buscar suas coisas em Nova York, onde morava antes de atuar na novela. A doutora Marília da trama de Manoel Carlos conquistou de tal forma o público que ganhou um romance com Bira (Eduardo Lago) e o respeito dos fãs, principalmente os de sua terra natal. Foi daqui que um telespectador acompanhou o desempenho da bela loira de sorriso iluminado com muita atenção e carinho: o psiquiatra Jorge Luiz Simeão, amigo de infância, que deu boas dicas para ela compor a personagem, uma terapeuta que se apaixona pelo paciente alcóolatra. Com o fim da novela, Dani já se prepara para outro trabalho: um filme, ainda sem nome, que será rodado entre Brasil e Estados Unidos, sob a direção de Jeff Kramer. "Minha personagem será a esposa do protagonista da trama, um engenheiro químico. O elenco ainda conta com o ator Dennis Hopper", antecipa. Nascida e criada em Campinas, Daniela freqüentou por mais de 10 anos as aulas de cursos de artes do Conservatório Carlos Gomes, sempre incentivada pela professora e diretora Léa Ziggiatti. "Aos onze anos pude escolher um instrumento. Queria violoncelo, mas a tia Léa me influenciou a tocar oboé. Toquei na orquestra infanto-juvenil do Conservatório, da Sinfônica Jovem, e participei da peça Carmina Burana, com a Orquestra Sinfônica de Campinas". Mas os passos pelo universo artístico não pararam por aí. Após cursar o técnico em dança, Daniela passou a integrar a Companhia Coreto Cultura de Balé Moderno e o grupo de sapateado do coreógrafo Luizz Baldijão. "Campinas culturalmente seria bem diferente sem a tia Léa. Ela e o Conservatório foram super importantes para a minha vida. Até hoje lembro e uso as coisas que aprendi lá", afirma, emocionada, durante entrevista concedida na casa dos pais. Dona Sandra, a mãe, serve bolo de cenoura com café para aquecer a conversa. Daqui para a Broadway Arquiteta, bailarina, coreógrafa e atriz, Daniela Salgado Galli, de 32 anos, foi para os Estados Unidos em 1999, com o objetivo de juntar arquitetura com dança. Não deu outra: estudou cenografia com Tony Walton, cenógrafo da Broadway. "Um grande profissional, que foi indicado ao Oscar e outros prêmios várias vezes. Um mestre", define. Ao lado de Tony Walton, como cenógrafa associada, Daniela integrou a produção de grandes espetáculos, como The Man Who Came to Dinner e Tio Vânia, na Broadway, On Raftery's Hill, no The Gate Theatre, em Dublin, e St Louis Woman, no teatro Lincoln Center. "Mesmo participando destas produções, estava com uma coceirinha em voltar ao palco. Foi aí que resolvi fazer um curso de teatro no HB Studio, que trabalhava sob o método de interpretação de Uta Hagen". A partir daí, Daniela não parou mais. Viveu sete anos e meio nos Estados Unidos, como gosta de dizer, "fazendo malabares entre atriz e cenógrafa".