Cidade já notificou 246 casos, sendo que, deste total, 68 foram confirmados com dengue e um de zika vírus

Não é apenas Três Lagoas que sofre com a dengue no início deste ano. A Prefeitura de Brasilândia publicou ontem, 29, no Diário Oficial, um decreto de Situação de Emergência em virtude do número de casos notificados da doença e também do aumento do Índice de Infestação do mosquito Aedes Aegypti na cidade.

Com este decreto, o município está autorizado a mobilizar todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde e também contratar uma empresa na modalidade de dispensa de licitação para auxiliar no combate ao mosquito Aedes Aegypti.

“Estamos no processo de tramitação na contratação de uma empresa para ajudar a nossa equipe em fazer as limpezas dos terrenos baldios. Só a equipe da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e do Departamento de Controle de Vetores não é o suficiente”, explicou o prefeito Dr. Antonio Thiago, durante a entrevista semanal para a rádio comunitária FM Cidade.

Somente nos primeiros vinte e oito dias deste ano, a Saúde de Brasilândia já notificou 246 casos, sendo deste total, 68 foram confirmados com Dengue e um de Zika Vírus.

Outro fator que foi considerado como Situação de Emergência é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), recolhido recentemente, que apontou o índice de infestação predial de 5,6%, sendo que o preconizado pelo Ministério da Saúde é de até 1%. Com isso, Brasilândia atualmente está no grau de alto risco.

As chuvas pioram a situação, já que favorecem o empoçamento de água e a criação de mosquitos. Com o aumento da circulação do Aedes Aegypti, também eleva o número de atendimento médico nas Estratégias de Saúde de Família e no Hospital Dr. Júlio César Paulino Maia com as notificações de casos da doença.

As equipes de Controle de Vetores e a Fiscalização de Obras e Posturas recebem diariamente denúncias de imóveis, que possivelmente são focos do mosquito, e estão encaminhando notificações para os proprietários. Em casos de omissão por parte do responsável, a Prefeitura realiza, com amparo legal, as devidas providências e posteriormente é lançada a dívida junto ao cadastro do contribuinte pelo setor de Tributação.

“A nossa equipe da Vigilância Epidemiológica está passando com o fumacê, realizando as visitas nas casas com as orientações, realizando os bloqueios, mas só isso está provado que não é o suficiente. Nós, cidadãos, temos que fazer a nossa parte e cuidar da nossa casa”, disse Dr. Antonio.

Comentários