26/06/2017 07h19

As recentes denúncias sobre suposto envolvimento de personalidades sul-mato-grossenses, incluindo políticos e empresários, em recebimento de propina parecem ter decretado o sumiço de alguns espertalhões. Até mesmo aqueles que adoravam os holofotes da imprensa e os chamados “arroz de festa” desapareceram do mapa. Nem mesmo amigos do peito conseguem falar via celular.

Avestruz

Aliás, o desaparecimento de figurões de eventos públicos motivou uma série de especulações e até ironias nas rodinhas políticas nos últimos dias. Há aqueles que dizem até que tem gente recolhido em chácaras ou fazendas temendo a iminente ação da Polícia Federal. Os mais ousados acreditam até em dinheiro sendo enterrado no mato, possibilidade que só o tempo dirá.

Zonas

A bancada federal ainda não sinalizou a possibilidade de agendar um encontro com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, para discutir a questão da extinção de zonas eleitorais em MS. Na verdade, entre os 11 representantes do Estado no Congresso Nacional apenas um, o deputado Dagoberto Nogueira, deu as caras em reunião com os prefeitos para debater o tema.

Extinção

Por enquanto, o que se tem de concreto até agora é que o TSE resolveu recuar de sua decisão de extinguir 26 zonas eleitorais em Mato Grosso do Sul, baixando para 11 o número de municípios atingidos. O apelo feito pelo presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, e prefeitos das cidades afetadas é que nenhuma delas seja fechada.

Abacaxi

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) tenta descascar mais um abacaxi. Desta vez, impedir que os médicos que atendem pela prefeitura de Campo Grande cruzem os braços. O fato é que a classe já decretou greve mesmo com a decisão da 1ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de antecipação de tutela que suspende a paralisação sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

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