A cachaça teve seu nome inspirado em José Paulo Rímoli, personalidade conhecida por sua integridade, honestidade, respeito e entrega em tudo o que faz

Os primeiros relatos sobre fermentação vem egípcios antigos, que naquela época curavam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.

O tempo passou e a técnica de fermentação foi se aprimorando e proporcionando maravilhas, como a fabricação de bebidas destiladas, Porém, até chegar aos dias atuais, a história remonta aos tempos da escravidão, quando trabalhavam na produção do açúcar, da cana.

Na época, o método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em formas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas. Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam essa e passavam a trabalhar mais entusiasmados.

Brasileiríssima

Décadas depois, hoje a Cachaça está consagrada como brasileiríssima, é apreciada em diversos cantos do mundo e representa nossa cultura, como a feijoada e o futebol.

Em alguns países da Europa, principalmente a Alemanha, a Caipirinha de Cachaça é muito mais consumida que o tradicional scotch. A produção brasileira de cachaça já ultrapassa os 1,3 bilhões de litros e apenas 0,40% são exportados.

Em Três Lagoas, uma mídia que está rolando nas redes sociais vem chamando a atenção. O marketing atraiu muitos seguidores, principalmente aqueles que adoram uma cachacinha. A propaganda em questão é de uma cachaça, que tem o rótulo com o nome de uma pessoa muito conhecida na cidade: Sr. Rímoli.

De acordo com informações do fabricante, que recentemente adquiriu o alambique, a cachaça Sr. Rímoli é lote específico em edição limitada, destinada a quem valoriza as qualidades do produto artesanal.

Homenagem

A cachaça teve seu nome inspirado em José Paulo Rímoli, personalidade conhecida por sua integridade, honestidade, respeito e entrega em tudo o que faz. Um homem à frente de seu tempo, que ousou quebrar paradigmas ao lançar Mato Grosso do Sul no cenário nacional das indústrias modernas e competitivas. É uma homenagem perfeita a um produto que veio para provar que nossa terra pode também produzir a melhor cachaça.

Para quem quiser conferir o aguardente, tem degustação e venda no Cantim Minero, Empório da Titide, Empório Dias, Severo Conveniências (Abobrinha) e Natural Act. Os valores de cada garrafa varia de acordo com preferência: a prata custa R$ 45 e a de carvalho R$ 55.

Em novembro de 2016, o empresário José Paulo Rímoli foi homenageado pela FIEMS durante a solenidade de inauguração do novo Sesi de Três Lagoas de inauguração do novo Sesi (Foto: Divulgação)

Histórico

O empresário homenageado, é o senhor, José Paulo Rímoli, atualmente com 77 anos, um dos precursores da industrialização de Três Lagoas. Ele começou a trabalhar no ramo gráfico aos 14 anos. Iniciando as atividades em Campinas (SP), depois na capital paulista e por último em Três Lagoas, onde está até hoje.

Conforme Rógerson Rímoli, “seu pai mudou-se para Três Lagoas por ‘intimação’ do meu avô, Domingos Rímoli, que era viajante e decidiu se aposentar e morar aqui. Já morando em Três Lagoas, José Paulo Rímoli trabalhou como impressor do Jornal do Povo e no Jornal O Barrageiro, além de ajudar a fundar a Leliográfica.

Em José Paulo Rímoli, empresário três-lagoense e diretor da Fiems, foi homenageado durante a solenidade de inauguração do novo Sesi de Três Lagoas e surpreendido com a informação de que o auditório teria seu nome. 

Em março de 1985, ele torna-se empresário, fundado a Rímoli Impressos em sociedade com seus três filhos; Robson, Réverton e Rógerson Rímoli.

A homenagem, além dos laços afetivos deu-se que José Paulo Rimoli, também é um bom  apreciador de uma cachacinha. Que o diga a esposa, Idith Colombo Rímoli, com quem está casado há 57 anos.

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