04/11/2015 09h52 – Atualizado em 04/11/2015 09h52

Cansados de esperar solução, moradores de Sta Rita do Pardo bloqueiam rodovia

Moradores atearam fogo em pneus e garante só encerrar o movimento após a chegada de imprensa para registrar a situação e os transtornos que estão sendo submetidos diariamente

Ricardo Ojeda, com informações e fotos de Celso Santos

A rodovia MS 40 que liga Santa Rita do Pardo foi uma das mais esperada obras da população do município que se intitula “Caçulinha do Bolsão” à Capital do Estado. A obra, que faltou concluir o mini anel, foi entregue no último mês da administração do ex-governador André Puccinelli. Foi um dia festivo que foi comemorado com um grande almoço e muito foguetório.

A rodovia encurtou distância e alavancou o progresso do município. Entretanto, após quase 1 ano da inauguração, a situação inverteu-se, e o que era alegria virou tristeza. Tudo por causa do aumento de 100% do fluxo de veículos, principalmente carretas e caminhões pesados que passam pelo centro da cidade.

NA CHUVA LAMA, NA SECA POEIRA

Por causa disso a pavimentação foi deteriorada e hoje é só terra, situação que causa muita poeira e em dias de chuva, atoleiros, deixando a centro da cidade intransitável e com aspecto desolador, disse ao Perfil News um comerciante local. Segundo ele, que tem uma filha ainda bebê, a criança vive com problemas respiratórios devida a poeira provocada pelas carretas. É terrível diz. “O problema não é só comigo. Não posso nem expor meus produtos que ficam todos empoeirados e o jeito é fechar as portas”, disse desolado.

A avenida deputado Júlio César Paulino Maia corta o centro de Santa Rita e dá acesso à MS 040 e a situação dessa via está insuportável, como mostra a fotos enviadas pelos moradores ao Perfil News. De acordo com informações, existem recursos de R$ 5,5 milhões que estão na conta do Governo do Estado, mas o prefeito mudou o projeto do mini anel e o projeto não saiu do papel, disseram os moradores.

Ouça no arquivo acima a entrevista com o sargento Fiori e um dos lideres da manifestação

Cansados de esperar por uma solução do Governo do Estado que está ciente do problema, os moradores se uniram com os comerciantes, através da Associação Comercial, Sindicatos Rural, CUT, entre outras entidades resolveram fazer um protesto para chamar a atenção das autoridades.

Por volta das 5hs30 da manhã dessa quarta-feira eles bloquearam a MS 338, rodovia que liga Santa Rita do Pardo à Bataguassu, nas proximidades do trevo de entrada da cidade. O local é ponto que serve de acesso tanto para a MS 04, no sentido que liga Sta Rita a Brasilândia, bem como a Campo Grande; ou seja, ninguém entra ou sai da cidade.

PRESENÇA DA IMPRENSA

De acordo com o empresário Marcelo Goulart, um dos líderes do movimento o protesto só vai acabar quando profissionais da imprensa chegarem ao local para registrar o protesto. “Queremos a presença da televisão para expor a situação que estamos vivendo, do descaso do governo. Temos que mostrar para todo Estado essa barbaridade”, disse.

O comandante do Pelotão da Polícia Militar, sargento Fiori está com uma equipe no local e disse que “a situação está sobre controle. O protesto é pacifico e já existe fila de veículos com uma extensão de mais de 3 quilômetros. Veículos e ambulâncias transportado crianças e pessoas idosas estão sendo liberadoras”, reiterou. A rodovia está bloqueada com veículos que estão atravessados da via e com pneus em chamas.


Veículos formam fila de 6 quilômetros e o protesto só será encerrado após a chegada da imprensa para registar a manifestação (Foto: Celso Santos/Perfil News)

Veículos foram estacionados no meio da rodovia para impedir a passagem dos usuários da via (Foto: Celso Santos/Perfil News)

Moradora mostra dificuldade em dias de chuvas e em tempo seco na avenida deputado Júlio César Paulino Maia, área central da cidade. Veja abaixo na galeria a situação provocada pelo tráfego intenso de veículos e carretas  (Fotos: WatsAppp)


Os manifestantes atearam fogo e pneus e só serão retirados da rodovia após a chegada da imprensa (Foto: Celso Santos/Perfil News)

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