23/03/2018 14h45

Willams Araújo

Carimbo

Já em plena campanha eleitoral, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aterrissa em Aquidauana, cidade administrada pelo também tucano Odilon Ribeiro. Carrega na bagagem propostas inovadoras para a região Suldoeste com pensamento voltado a um segundo mandato. Enquanto isso, o ex-governador André Puccinelli (MDB), que por enquanto é seu adversário na corrida sucessória, promove ato político em Dourados. Interlocutores das duas legendas, porém, dão como certa a reconciliação entre os dois líderes políticos.

Incógnita

Para analistas políticos, a possível aliança entre PSDB e MDB, com André Puccinelli disputando o Senado na chapa de Reinaldo Azambuja, seria uma pedra no sapato nas pretensões do juiz aposentado Odilon de Oliveira, pré-candidato do PDT ao Parque dos Poderes, devido à densidade eleitoral dos dois mais importantes grupos políticos do Estado. No entanto, a leitura que muitos fazem é que a união entre os adversários pode representar um grande revés político, a exemplo do que já ocorreu no passado em MS. Ou seja, o tiro pode sair pela culatra.

Ponte

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou na quinta-feira (22) o acordo firmado entre os governos do Brasil e do Paraguai para a construção de uma ponte entre os municípios de Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no departamento de Alto Paraguay. A ponte passará sobre o Rio Paraguai e deverá ser custeada em partes iguais pelos governos das duas nações.

Impacto

Relator da matéria, o senador Pedro Chaves (PRB-MS) ressaltou que a construção da ponte é uma reivindicação antiga dos setores produtivos ligados ao agronegócio, e sua efetivação trará um impacto significativo no escoamento da produção voltada aos mercados asiáticos, especialmente para a China, por meio do chamado corredor bioceânico, que passará também pelo Chile. “Com a construção dessa ponte e a criação desse corredor, vamos nos tornar muito mais competitivos. Esse projeto vai ao encontro dos interesses de Mato Grosso do Sul”.

Benefícios

Aliás, a construção da ponte é uma reivindicação antiga dos setores produtivos ligados ao agronegócio. Para o senador Waldemir Moka (MDB-MS), os benefícios econômicos são evidentes a partir da construção da ponte. “É um grande negócio para nosso país. Ao custo da metade do preço de uma ponte sobre o Rio Paraguai, economizaremos 10 mil milhas marítimas para alcançarmos o [Oceano] Pacífico. O impacto de competitividade no preço de nossos produtos será enorme”, afirmou.

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