Contratos, atas de assembleia e depoimentos estão entre os documentos tornados públicos ao longo desta semana e que desmentem as alegações do empresário

Ao longo dos últimos dias, foram trazidas na imprensa sul-mato-grossense diversas evidências que acabam com qualquer dúvida sobre o processo movido por Mário Celso Lopes contra a J&F Investimentos, controladora da Eldorado Brasil. Ele tenta obter de maneira antiética e desleal 8,28% do capital da companhia de celulose, da qual ele saiu em 2012 após vender para a J&F por R$ 300 milhões sua participação total de 25%.

Os documentos comprovam que o empresário mentiu à Justiça e à imprensa.

A ação movida por ele é meramente oportunista. Veja abaixo um resumo das alegações de Lopes e o que os documentos dizem:

É com base nas evidências a seguir, e em muitas outras, que a J&F está segura de que terá seus direitos respeitados. E que Mário Celso Lopes será levado a arcar com os custos e danos que sua atitude desleal causar.

A J&F, um dos maiores grupos de Mato Grosso do Sul, agradece à população deste grande Estado pelas manifestações de apoio e incentivo recebidas ao longo dos últimos dias e reitera sua confiança na Justiça.

Documento 1

Contrato comprova: Mário Celso Lopes vendeu 25% da Eldorado em 2012

Em 2012, Mário Celso Lopes vendeu 25% da Eldorado à J&F por R$ 300 milhões. Se sua participação tivesse, de fato, sido reduzida para 16,72%, ele não poderia vender 25%.

Documento 2

Em depoimento à Polícia Federal, Mário Celso Lopes confirma venda de 25% da Eldorado

Em 2017, o empresário afirmou que havia vendido 25% da Eldorado por R$ 300 milhões, e não 16,72% da companhia.

Documento 3: 

Sob juramento, Mário Celso Lopes diz à CPI do BNDES que vendeu 25% da Eldorado

Em maio de 2019, ou seja, apenas 5 meses antes de dar início à ação judicial contra a J&F, Lopes reafirmou que tinha vendido 25% da Eldorado para a J&F. Além disso, disse que vendeu sua participação porque o valor oferecido, de R$ 300 milhões, era interessante para ele, e não representou prejuízo.

Documento 4: 

Mário Celso Lopes aprovou aumento de capital no qual diz ter sido diluído

O aumento de capital da Eldorado para a posterior incorporação da Florestal foi aprovada em assembleia geral extraordinária em 27 de Setembro de 2011. Mário Celso Lopes não apenas estava presente como votou favoravelmente à operação que agora tenta anular, alegando que não tinha conhecimento dos fatos. Não faz sentido, 8 anos depois, o empresário alegar que foi lesado por uma operação que ele próprio aprovou.

Documento 5:

Ata mostra que Mário Celso Lopes aprovou incorporação da Florestal

Apesar de dizer na Justiça e em entrevistas que a incorporação da Florestal pela Eldorado foi feita sem seu consentimento, Mário Celso Lopes estava presente e votou a favor da operação na assembleia de acionistas de 30 de novembro de 2011:

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