09/01/2013 22h12 – Atualizado em 09/01/2013 22h12

O ano de 2012 foi marcado por 2.143 notificações de dengue e 391 casos confirmados

Na primeira semana de 2013, Três Lagoas notificou 7 pessoas e aguarda resultados dos exames. O município está intensificando as ações e espera reduzir ainda mais os casos de dengue, em especial no período das chuvas

Rafael Furlan e Ricardo Ojeda

Os casos de dengue em Três Lagoas têm preocupado a população. O combate não é uma tarefa fácil, mas ações precisam ser realizadas diariamente para tentar diminuir o foco e oferecer melhor qualidade de vida aos moradores.

Segundo a diretora de vigilância em saúde, Neide Yuki, “visitas nas residências são feitas com frequência e também a limpeza de terrenos baldios”, ressalta.

Os dados repassados pela diretora mostram que os agentes de trabalho realizaram o combate do mosquito em diversos terrenos baldios da cidade. “No setor norte foram 2.500 terrenos. Já no setor sul foram 3.025, o que totalizou 5.525 terrenos”.

Dos terrenos fiscalizados, no setor Norte foram retirados 6.400 sacos de lixo de 100 quilos e no setor Sul, foram 9.200 sacos. Os pneus jogados também são grandes focos do mosquito Aedes Aegypti que prefere água limpa e parada. Nesses terrenos foram encontrados 381 pneus .

NÚMEROS

Os números não param de aumentar. “As pessoas acreditam que só no período da chuva que aumentam os casos de dengue. Porém, em Três Lagoas, durante todo o ano fazemos as notificações”, afirma Neide.

No ano de 2012, até o dia 30 de dezembro, o município notificou 2.143 casos, dos quais 391 foram confirmados em laboratório. Já na primeira semana de janeiro, 7 notificações foram feitas na cidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, houve uma redução de 77% dos casos graves entre janeiro/2010 e de janeiro a dezembro de 2012. Em Mato Grosso do Sul, a redução foi de 94% em dois anos (2010/2012). No ano passado foram contabilizados 103 casos graves e seis óbitos em 2012, devido à dengue.

AÇÕES

Em Três Lagoas, foi constatado que as cavidades das árvores são focos para o mosquito se proliferar. Colocar areia grossa é uma medida fácil que ajuda a combater esses focos. Pensando em diversas ações, o Ministério da Saúde está repassando R$ 173,2 milhões a todos os municípios brasileiros para intensificarem as ações. Mato Grosso do Sul irá receber R$ 2,8 milhões. Para isso, as cidades terão que realizar periodicamente o LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti).

CUIDADO

A diretora da Vigilância em Saúde, diz que “medidas simples, desde que praticadas todos os dias, geram bons resultados e ajuda não só a proteger a sua família, mas também a comunidade como: não jogar lixos em terrenos baldios, jogar no lixo objetos que possam acumular água como, embalagens usadas, potes, latas, copos, entre outros, não deixe acumular água sobre as lajes, encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta, manter as caixas d’água completamente fechadas para impedir que vire criadouro do mosquito”.

POSTOS DE SAÚDE

Todos os postos de saúde estão equipados e aptos a realizarem o atendimento da população. “A dengue inicia com sintomas do 1º ao 7º dia. A pessoa deve procurar os postos para realizarem a sorologia a partir do 7º dia. Precisamos nos conscientizar mais e fazer de tudo para que esse mosquito acabe em nossa cidade”, conclui.

DESCASO

O Perfil News deu uma rápida volta pela cidade e encontrou vários imóveis com lixos jogado na via pública sem nenhuma proteção ou controle. Móveis, como sofás foram encontrados deixados na via pública. Inclusive até em bairros considerados nobres da cidade os lixos são deixados de qualquer jeito, contribuindo com a proliferação de mosquitos.

Vários terrenos e inclusive até de propriedade da prefeitura e Três Lagoas estão tomados pelo mato que cresce abundantemente nesse época de chuva. Em qualquer ponto da cidade, o descaso da população prolifera, sem distinção de classe social.

Vejam as fotos…

Imóveis tomados pelo mato são encontrados em vários pontos de Três Lagoas e a sujeira contribui para a proliferação de mosquitos. O terreno da foto em questão está localizado nas proximidades da Lagoa Maior, o principal cartão postal da cidade (Foto: Ricardo Ojeda)

Segundo informou Neide Yuki, diretora de vigilância em saúde, frequentemente são feitas visitas nas residências como a limpeza de terrenos baldios (Foto: Rafael Furlan)

Até a prefeitura que deveria dar exemplo não cumpre a lição de casa, como mostra o imóvel situado no bairro Santa Terezinha tomado pelo mato (Foto: Ricardo Ojeda)

Carcaças de veículos sem nenhuma proteção deixados na via pública localizado na Vila Nova acumula água, que por sua vez gera ambiente propício para criação de mosquito (Foto: Ricardo Ojeda)

Até no pátio do Detran onde são guardados veículos e ferro velho serve para acumular água...

... e por sua vez, criação de mosquitos que invadem as residencias da vizinhança (Fotos: Ricardo Ojeda)

Para ter uma ideia esse terreno está localizado bem no centro de Três Lagoas, na Zuleide Perez Tabox, entre a avenida Filinto Muller e a rua João Silva, próximo da Esquina Carioca. O mato e o lixo prolifera no local (Foto: Ricardo Ojeda)

Na estrada de acesso ao Balneário Municipal e a um dos principais condomínios residencial de Três Lagoas o lixo e a água acumula diariamente (Foto: Ricardo Ojeda)

Móveis estofados são deixados sem nenhum critério em frentes das casas...

... quando não, são jogados em terrenos baldios (Fotos: Ricardo Ojeda)

Lixos, entulhos e matos são despejados na frente das residências (Foto: Ricardo Ojeda)

Sacos com lixos levadas pela enxurradas tapam as caixas da galeria impedindo o escoamento das águas que por sua vez transbordam nas via pública (Foto: Ricardo Ojeda)

Moradora de uma residencia Avenida Aldair Rosa de Oliveira, na circular da Lagoa Maior improvisou pendurando sacos de lixo na árvore, mas tem que conviver com um terreno ao lado tomado pelo matagal (Foto: Ricardo Ojeda)

Funcionários terceirizados da prefeitura executam operação de limpeza na Lagoa maior (Foto: Ricardo Ojeda)

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