11/01/2013 09h06 – Atualizado em 11/01/2013 09h06

Casos de Leishamiose diminuíram na cidade, mas doença preocupa autoridades

Transmitida pelo mosquito palha, em Três Lagoas o primeiro caso ocorreu em 2000 e até hoje os munícipes precisam tomar todo o cuidado, em especial com os cães para não ocorrer novamente uma epidemia no município

Rafael Furlan

Desde o ano de 2000, quando apareceu o primeiro caso de Leishmaniose em Três Lagoas, autoridades se atentaram ao caso e iniciaram diversas ações preventivas. No ano de 2002, segundo informações da responsável pela vigilância epidemiológica, Neide Yuki, foi um período de susto na cidade, pois uma epidemia da doença foi constatada e 118 casos registrados.

“Fizemos diversas ações e conseguimos mostrar para a comunidade que um cachorro com a doença pode sem dúvida trazer sérios riscos para o humano”, ressalta Neide.

No ano de 2008, esses números caíram, o que resultou em 46 casos. Já de janeiro até dezembro de 2012, 8 casos foram contabilizados na cidade.
Para o veterinário do CCZ – Centro de Controle de Zoonoses, Antonio Luiz Teixeira Empke, a doença no humano reduziu em 50%, já no animal o índice ainda é bastante alto.

“Faz 9 anos que a situação está complicada aqui em Três Lagoas. Temos muitos cães na cidade e no Centro de Controle de Zoonoses, aproximadamente 350 cães são encaminhados apresentando doenças e também é feito o exame laboratorial que constata a Leishamaniose. Desse número, 40 já chegam mortos e os outros, fazemos eutanásia”, finaliza Empke.

LEISHAMIOSE CANINA

A doença é transmitida pela picada do mosquito infectado, conhecido por mosquito palha. É uma doença grave, lenta e também crônica.

SINTOMAS NOS CÃES

Perda de peso
Apatia
Feridas
Crescimento das unhas
Anemia
Diarréias, vômitos
Ferimento ao redor dos olhos

Em 2012, Três Lagoas registrou 8 casos da doença
Foto: Rafael Furlan

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