22/08/2017 16h54

Trabalhos de ressocialização, realizados por instituições religiosas, têm se tornado cada vez mais importante no processo de internos nos presídios brasileiros.

Ygor Andrade

A Fé, independentemente do credo, tem se destacado em inúmeros estudos como um dos principais fatores de recuperação de detentos em todo o mundo. Em Três Lagoas, por exemplo, cinco presidiárias foram batizadas, depois de participarem de um curso promovido pela Igreja Presbiteriana Renovada.

É importante frisar que não somente o curso é responsável pela conversão, mas uma assistência religiosa realizada pelas entidades, faz parte do trabalho de ressocialização das detentas. A ação recebe o apoio da AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

“Foi um momento de muita emoção e de reavivamento da fé, tanto das que foram batizadas, quanto daquelas que só presenciaram a cerimônia”, afirma a diretora do Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas (EPFTL), Leonice Miranda Rocha Guarini.

Essa ressocialização também é comemorada, pelo ponto de vista da convivência entre as presidiárias. Segundo a diretora, “a participação das reeducandas nas ações religiosas é primordial, pois, além da importância primária na vida de qualquer ser humano, dentro de uma unidade prisional colabora com a pacificação entre as custodiadas e a disciplina de modo geral”.

MUDAR DE VIDA

A palavra de ordem para que procura esse tipo de reabilitação é a “mudança de vida”. A detenta M.J.S.D é uma dentre as milhares de mulheres que buscam por esse caminho. Segundo ela, para sair da criminalidade, e conseguir ser uma pessoa melhor, o único caminho é entregar sua vida nas mãos de Deus. “Agora meus dias serão mais leves e minhas atitudes serão diferentes”, disse.

Por fim, o diretor-presidente da AGEPEN, Aud de Oliveira Chaves, enfatiza a importância da assistência religiosa em unidades prisionais do Estado, por meio de diferentes denominações. “Possibilitar essa ferramenta aos custodiados tem se mostrado de maneira eficaz no processo de reinserção social, mesmo porque é um meio de reflexão e mudança de comportamento longe da criminalidade”, ressaltou.

Cinco internas foram batizadas no mês de Julho. (Foto: Divulgação)

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