15/08/2018 08h08

Bola da vez

 
Willams Araújo

Bola da vez

Depois de idas e vindas, o comando da campanha do MDB em Mato Grosso do Sul escolheu o terceiro candidato ao governo do Estado, desta vez, o presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi. Além de ficha limpa e um ótimo articulador político, preferiu abrir mão de sua "garantida" reeleição para arriscar. Vai para o confronto sabendo das dificuldades e limitações de seu grupo político.

Melhor

Quem deve ter gostado muito da decisão do MDB de indicar Júnior Mochi para disputar o Parque dos Poderes é o comando da campanha do PDT de João Leite Schmidt e Dagoberto Nogueira. Os caciques brizolistas sabem que precisam a pulverização de candidaturas para poder levar o juiz aposentado Odilon de Oliveira ao menos para o segundo turno.

Sonho meu

Réu no caso da refinaria de Pasadena, Delcídio do Amaral (PTC) continua com o mesmo nariz empinado que antes, quando perambulava pelos corredores palacianos soberano, dizendo-se ser o senador de todos. Em recente entrevista à imprensa da Capital, disse que está no jogo, mas no banco de reservas, pronto para chutar a bola. Pode isso Arnaldo, participar de uma partida no banco?

Banco dos réus

Apesar de ter sido absolvido pela 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília por obstrução à Justiça, sob acusação de oferecer dinheiro em troca do silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, Delcídio é réu na ação que apura a compra de metade da refinaria, nos Estados Unidos. Em 14 de março deste ano, o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-senador e outras dez pessoas na Operação Lava Jato.

Lavagem

Todos os envolvidos respondem como réus por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro pelo pagamento de vantagens indevidas na compra de metade da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. A estatal pagou US$ 343 milhões por 50% da refinaria, enquanto a Astra Oil, da qual foi adquirida, havia pagado cerca de US$ 56,5 milhões por toda ela, afirma a Lava Jato.

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