08/04/2017 09h04

CABRESTO

 

CABRESTO

Aos poucos, o PMDB vai admitindo que o ex-governador André Puccinelli pode não ser candidato ao governo em 2018 e, isso, pode fazer o partido se aliançar ao projeto tucano, encabeçado por Reinaldo Azambuja. Nesse caso, viraria coadjuvante com a indicação de um nome para vice na chapa. Se isso se confirmar, André poderá disputar uma das vagas ao Senado caso não tropece em nenhum impedimento jurídico até lá. Mas em tempos de caça às bruxas, é bom ficar esperto.

DESAFINADOS

Numa eventual união PSDB/PMDB na disputa pelo governo do Estado, sobraria pouca ou quase nenhuma oposição ao governo tucano na Assembleia. Apenas os quatros deputados petistas é que poderiam manter-se com discursos raivosos contra o governador Reinaldo Azambuja. O antigo parceiro de governo federal já não possui a mesma pegada, mesmo estando no poder central com Michel Temer (PMDB-SP). Com isso, o PT ficaria num beco sem saída. Lançar candidatura própria seria um suicídio.

DESAFIADOR

O Aquário do Pantanal é considerado o maior elefante branco de que se tem notícia na história desse Estado. A única coisa pelo qual é lembrado atualmente diz respeito ao pedido de bloqueio de R$ 140,2 milhões de oito pessoas envolvidas na sua inacabada construção. Entre os que estão nessa situação é o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras, Edson Giroto (PR). Como secretário, ele tinha sob sua responsabilidade a execução e término da obra. O que se viu, no entanto, foi outra coisa.

PRIVILÉGIO

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), poderá ter o privilégio de exercer cinco anos de mandato em sua eventual reeleição em 2018, caso o texto da reforma política, em tramitação no Congresso Nacional, não seja modificado. Apresentado há dias pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), o relatório estabelece mandato de cinco anos a partir de 2018 e, entre outras novidades, extingue o cargo de vice.

BASTIDORES

Em pré-campanha, Reinaldo se articula nos bastidores na tentativa de sedimentar o caminho de volta ao Parque dos Poderes, torcendo para que adversários potenciais fiquem fora do pleito. Na prática, o líder tucano não gostaria de enfrentar, por exemplo, o ex-governador André Puccinelli (PMDB), que também se mexe na tentativa de viabilizar seu nome dentro do PMDB, cujas lideranças partidárias nutrem esperança em sua candidatura.

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