29/03/2017 07h48

EMENDAS

 

A reforma da previdência pretendida pelo presidente Michel Temer (PMDB-SP) poderá se transformar num verdadeiro monstrengo para receber aprovação do Congresso Nacional. Mais preocupados com suas reeleições do que com os problemas do país, os parlamentares devem promover uma verdadeira colcha de retalhos no projeto original para não descontentar ninguém. E é exatamente nisso que o pessoal ta apostando para não ter seus direitos confiscados. O fisiologismo deverá imperar.

DESGASTE

Enquanto os representantes do Estado no Congresso têm a batata quente nas mãos por conta da reforma da previdência, o caminho dos deputados estaduais não será menos espinhoso. Aqui, eles vão ter que se posicionar a favor ou contra a proposta formulada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ou ainda propor alterações. É bom lembrar que a dívida herdada é grande e para que possa ser negociada com o governo central será preciso fazer ajustes pontuais.

NO BRETE

O deputado federal Zeca do PT quer disputar uma vaga ao Senado em 2018 ou até mesmo o governo do Estado, numa eventual terceira via. O grande problema do petista, porém, é seu partido que, praticamente, foi liquidado nas eleições municipais de 2016. Sem eleger prefeitos e com pouquíssimos vereadores, fica quase impossível encontrar alguém para empunhar sua bandeira. A não ser que troque a legenda que foi esculpida durante anos em seu DNA por um novo partido.

PRECARIZAÇÃO

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto que autoriza o trabalho terceirizado é questionado pelo deputado João Grandão (PT). Alega que a medida aumenta a precarização no mercado de trabalho. "Conheço empresas terceirizadas que receberam e não pagaram os terceirizados e pessoas que não tiveram a carteira de trabalho devolvida. São milhares de casos que demonstram a situação de constrangimento que a terceirização causa", disparou o xiita.

SEM ESSA

João Grandão usou a tribuna da Assembleia ontem para dizer que não concorda com as justificativas de ganho de produtividade e geração de emprego. "Certamente as empresas irão demitir e contratar por meio da terceirizada, pois sairá mais barato. Isso demonstra claramente que a diminuição de custo sairá do salário do próprio trabalhador. A situação é de consolidação do capitalismo explorador", ressaltou.

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